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Como funciona a proteção da propriedade intelectual na moda?

A proteção fornecida para a propriedade intelectual na moda se encontra bastante escassa nos dias atuais

O mundo da moda está em constante transformação, e grandes empresas do ramo, seja de roupas e tênis, seja de bolsas, precisam lidar com diversas questões para conseguir proteger a propriedade intelectual de seus produtos inovadores que estão para ser exibidos nesse universo completamente competitivo.

Como moda e inovação caminham lado a lado, aqueles que trazem inovação para o mundo da moda, conseguem se sobressair diante dos concorrentes. Mas será mesmo que, nesse segmento, existe alguma forma de impedir o plágio? Será possível descobrir isso ao prosseguir com a leitura.

Por que proteger a moda?

A proteção na moda é algo extremamente importante, já que peças inovadoras podem ter suas ideias roubadas por outras marcas. Então, com a proteção na moda, os desenhos das peças e as marcas garantem uma certa exclusividade para determinada roupa.

Como a moda é ligada a tendências, para conseguir chamar a atenção do consumidor, roupas originais precisam ter certa exclusividade.

Se olharmos profundamente para as roupas que vestimos, é possível observar que, atualmente, o mundo da moda controla todas as peças de roupas que usamos e sempre existirá determinadas roupas ou marcas que chamaram a atenção do consumidor, graças a sua exclusividade.

Por esse motivo, proteger a moda é algo extremamente importante. Afinal, se todos os concorrentes nesse mercado pudessem se apropriar da propriedade intelectual das outras marcas, tudo se tornaria uma verdadeira bagunça, não é mesmo?

Mas a proteção da propriedade intelectual na moda é um tanto quanto escassa, e muitas peças de roupas são copiadas de maneira genérica. Grande parte do motivo disso está atrelada às leis que o mundo da moda possui, em que a proteção

da logomarca é “mais importante” do que a ideia que o criador buscou trazer para o mundo, inovando o mercado.

Proteção de propriedade intelectual na moda é escasso?

Para entender como funciona a proteção de dados intelectuais no segmento da moda e descobrir se realmente a lei é escassa, primeiramente é necessário entender o funcionamento da INPI.

Para essa finalidade, conferir um pequeno exemplo que chamou a atenção de muitas pessoas é necessário. O fato de que roupas registradas no INPI com logotipo de marcas não podem ser produzidas ou comercializadas por terceiros todos já sabem. No caso de empresas concorrentes realizarem a criação de uma peça usando a logomarca da outra empresa, muitos problemas e até mesmo processos milionários podem surgir.

Mas caso a outra empresa crie uma peça de roupa extremamente parecida com a camiseta já feita e registrada no INPI, mas sem referência à marca que desenvolveu, não conseguiria ser protegida da mesma forma, pois essa proteção INPI busca resguardar a marca, e não a peça produzida por ela. Por esse motivo, muitas pessoas acreditam que a proteção de propriedade intelectual no mundo da moda é bastante escassa.

Realmente, se existisse apenas o INPI, a propriedade intelectual estaria com sérios problemas, já que os desenhos e as criações envolvendo roupas, bolsas e outros acessórios do mundo da moda não são bem resguardados pelos institutos que buscam proteger a propriedade intelectual das empresas. A forma de proteção encontrada pelas grandes marcas no mercado, citadas anteriormente, são os artigos 122 e 123 presentes na Lei n. 9.279/96.

A lei é responsável por resguardar apenas aqueles produtos que possuem sinal distintivo visualmente perceptível, distinguindo, assim, produtos idênticos, semelhantes e extremamente parecidos com aquela peça criada e registrada por sua marca original, no caso, as peças que possuem logomarca tem sua produção resguardada pela lei. Outra forma encontrada pelas grandes marcas que visam proteger seus produtos é chamada de trade dress.

Ivanildo Bastos

Ivanildo Bastos é comunicador, radialista e locutor, atualmente cursando Jornalismo. Licenciado em Biologia, atua como repórter da Criativa On Line há 22 anos, destacando-se pela experiência, dedicação e compromisso com a informação de qualidade.

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