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Câmera termográfica pode ajudar no combate à disseminação da Covid-19

Outras ferramentas de inteligência artificial são aliadas durante a pandemia. Especialista explica o uso da câmera. Empresa baiana oferece o serviço em Salvador

O combate e prevenção do Coronavírus tem contado com a tecnologia como aliada. Desde o começo da pandemia as tecnologias têm atuado de forma poderosa diante dos desafios trazidos pelo Coronavírus. A expectativa, acreditam estudiosos e profissionais da área, é de que mais iniciativas surjam como aliadas de gestores políticos e sociedade civil.

As notícias ao redor do mundo dão conta de diversas ações tecnológicas utilizadas no cenário da crise. No Brasil drones foram utilizados para monitorar temperatura e mapear aglomerações. Na China antenas 5G foram instaladas em um hospital para levar redes ultravelozes para transmissão de dados, consultas remotas e monitoramentos. Em todo o mundo empresas adotaram o regime de home office para fortalecer o isolamento social, contando com o apoio de aplicativos para a funcionalidade do trabalho. O varejo tem aderido à venda online para diminuir os impactos da crise financeira.

A lista de ações é extensa. Nela é acrescentada também a possibilidade do uso de câmeras termográficas para medir a temperatura das pessoas e identificar quem pode estar com o coronavírus. Trata-se de um equipamento de inteligência artificial, que já está disponível na Bahia. Antônio Júnior é diretor de tecnologia na Teletalk, empresa baiana especializada em soluções de infraestrutura de redes e segurança como vídeo monitoramento e controle de acesso, e explica como o equipamento pode ajudar a barrar a disseminação do vírus: “Ele mede a temperatura das pessoas e caso esteja acima de um valor predefinido, pode gerar um alerta ou negar acesso a um determinado local com porta automatizada”.

A boa notícia é que a câmera tem possibilidade de se ajustar para situações diversas. “Existem câmeras que apenas medem a temperatura, mas que podem vir acompanhadas de um dispositivo que é o controlador de acesso. Ele identifica a pessoa pela face, dispensando a necessidade de tocar na porta ou colocar o dedo em leitor biométrico”, explica Antônio. O uso de máscara não é um empecilho para a boa atuação do câmera, visto que essa solução é capaz de identificar a pessoa mesmo que esteja usando o equipamento de proteção individual. E a programação pode atender ao interesse do momento: “Caso seja uma pessoa autorizada a entrar naquele ambiente mas esteja com temperatura alta, a porta não vai abrir ou vai alertar alguém. E se a pessoa estiver sem máscara, o dispositivo também pode barrar o acesso ou gerar uma alerta para alguém”. Antônio destaca que além de impedir que alguém com sintomas consiga acessar ambientes com outras pessoas, essa tecnologia atua em outra frente de prevenção, ao evitar que as pessoas toquem em portas, maçanetas, chaves, se puderem acessar locais com automação das portas e controle de acesso por leitura facial.

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