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Bahia não dá motivos para torcedor crer na permanência na Série A

Apesar de ocupar a 16ª posição e não estar efetivamente na zona de rebaixamento, o Bahia está muito próximo de amargar uma queda inesperada para a Série B. Inesperada porque o objetivo disseminado pelo presidente Guilherme Bellintani no início da temporada era lutar por uma vaga na Libertadores da América de 2021. Atualmente, o Tricolor tem 49,3% de chances de cair. É o maior número entre Vasco (33,6%), Fortaleza (14,7%) e Sport (11,4%), principais adversários nesta altura do Brasileirão.

Os motivos para isso são práticos. Primeiro, porque tem um jogo a mais do que todos os oponentes. O empate em 3 a 3 com o Goiás, crucial para colocar o clube nesta situação, marcou o início da 35ª rodada, que ainda não foi disputada pelos outros. Nesta quarta-feira, 10, o Sport vai a Porto Alegre visitar o líder Internacional. Já Fortaleza e Vasco se enfrentam no Castelão, na capital cearense. Caso o Cruzmaltino vença, o Tricolor volta para o Z-4.

O segundo motivo e talvez mais fundamental é a tabela que cada um tem pela frente (veja mais na tabela ao lado). O Bahia terá dois adversários da parte de cima da tabela: Atlético Mineiro, fora, e Santos, em casa. Além disso, terá na 37ª rodada o confronto direto contra o Fortaleza, também como visitante. Contra esse tipo de adversário, a equipe de Dado Cavalcanti não venceu nenhum dos três jogos que disputou. Foram dois empates, contra Vasco e Goiás, e uma derrota, contra o Sport.

Nesse cenário tão sombrio quanto uma história de Stephen King, talvez só um milagre possa manter o Esquadrão de Aço na Série A. Seria algo que esteja no campo sobrenatural mesmo, já que pela ordem natural das coisas a tendência é que o torcedor se decepcione novamente. Além de ter perdido o meia Índio Ramírez contra o Fluminense, por uma lesão no ligamento cruzado do joelho, Dado Cavalcanti já assumiu que o grupo está sentindo os desfalques.

“Temos um grupo bem enxuto, e a cada rodada existem surpresas. Estou usando todo o grupo. Estou tentando utilizar tudo o que temos de melhor. Alguns atletas não estão no melhor momento, alguns não têm atuação segura, mas é o grupo que nós temos, é o que temos até a reta final. Mesmo com todas as limitações mostradas em campo, é com eles que vamos nos abraçar para tentar sair dessa situação”, afirmou, em entrevista coletiva após a partida contra o Goiás, na Fonte Nova.

Fonte: A Tarde On Line

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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