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As eleições no Brasil parecem ainda não ter acabado

Muito embora o pleito eleitoral que escolheu o novo presidente do Brasil para o quadriênio 2019/2022 tenha se encerrado em outubro do ano passado, em eleições democráticas, parece que a eleição ainda não aconteceu e está em disputa um 3° turno, pois o clima de campanha acirrado e bipolarizado continua efervescente.

É notória a preocupação de muitos simpatizantes da esquerda e da direita, Lulistas e Bolsonaristas, melhor dizendo, em buscar justificativas e culpabilidade, bem como em estabelecer comparativos para demonstar quem errou mais ou quem errou menos nos diversos aspectos governistas.

É inegável o escândalo de corrupção que envolve o senador, filho do presidente, que contratou para assessores do seu gabinete todos os membros de uma mesma família, que recebiam os altos salários e devolviam a maior parte (prática comum entre os parlamentares, inclusive, o próprio presidente, que recebia auxílio moradia, mesmo morando em apartamento funcional) e a ligação ou proximidade da família Bolsonaro com milicianos, inclusive os presos pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco.

Da mesma forma, não se pode obscurecer o laranjal plantado pelo PSL, partido do presidente, para desvio de verbas do fundo partidário, a escolha de alguns incompetentes e de investigados e envolvidos em escândalos para compor ministérios e outros cargos no governo federal.

Mas, esquecem-se os ora acusadores, que houve crimes nunca desvendados como o assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito petista de Santo André, que não foram poucos os ministros dos governos petistas envolvidos em escândalos de corrupção, que houve enriquecimento meteórico do Lulinha, filho do ex-presidente Lula, como também da aliança petista com os ex-governadores cariocas Sérgio Cabral, Fernando Pezão e outros tantos caciques do PMDB que estão presos ou respondem a processos por milionários desvios de dinheiro público, a exemplo de Geddel Vieira Lima, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, a família Sarney, Eduardo Cunha e outros tantos políticos, inclusive, petistas como José Dirceu, Antonio Palocci, José Genoino, Delúbio Soares, que envergonham a nação.

A verdade reinante é uma só: Antes eram os corruptos de esquerda defendidos por um monte de fanáticos que acreditavam e defendiam que Lula é um pobre coitado, que não sabia de nada de errado que se passava no seu governo, por isso, ainda saem às ruas ou vão às redes sociais defender o movimento “Lula Livre”. Agora são os lunáticos, incrédulos, que fizeram campanha e votaram num incompetente e tosco presidente que se intitulava e era defendido como o único político honesto do Brasil, que se recusam a acreditar que exista corrupção no governo e entre os políticos de direita, mesmo diante de um mar de evidências.

Seria cômico se não fosse trágico assistir a batalha atual entre Bozistas e Petralhas, para saber qual bandido de estimação roubou menos. O presidente, seu clã e muitos opositores demonstram alienação aos muitos problemas do país. Se morrem pessoas por rompimento de barragens, incêndios, enchentes ou se acontecem chacinas em escolas, não se discute o problema ou se respeita a dor das famílias, aproveita-se mesmo é a oportunidade para discutir e fazer política, cada lado defendendo sua bandeira.

Se importam e se empenham mais na discussão de ideologias, travando batalhas épicas nas redes sociais. Mas, não se poderia esperar outro comportamento, pois assim foi a campanha eleitoral que os elegeu.

O sistema político brasileiro é podre e nossa sociedade é formada por pessoas que nasceram e cresceram aprendendo (e vivem tentando) levar vantagem em tudo, mesmo que isso prejudique outras pessoas. Temos um poder judiciário justo apenas para aqueles que podem pagar. Nossos políticos, com raríssimas exceções, se mantêm no poder enriquecendo a si próprios e proliferando a miséria, manipulando eleitores e distribuindo migalhas.

A moeda tem dois lados, mesmo que com faces diferentes. Difícil mesmo é ela cair em pé. Infelizmente, não há virgens nos bordéis, acordem!

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