
Durante o segundo dia da tradicional feira em Nazaré, a equipe de reportagem da Criativa On Line acompanhou de perto o trabalho dos uma artesãos, que mantém viva a tradição do barro atravessa gerações.
Diretamente no torno, a artesã Rosene chamou atenção pela rapidez e habilidade ao produzir uma peça praticamente em poucos minutos. Segundo ela, a prática vem desde a infância: “A gente começa a aprender desde criança. É uma tradição passada de geração em geração”, destacou.
Mesmo reduzindo o ritmo para demonstrar o processo durante a gravação, a profissional explicou que, no dia a dia, a produção é muito mais intensa. “Se trabalhar o dia todo, dá para fazer entre 300 e 400 peças, dependendo do tamanho”, afirmou.
Jose destacou que a tradição do barro atravessa gerações em sua família: “Vem do passado, de pai para filho, e assim vai passando de geração em geração”, afirmou. Segundo ela, além de preservar a cultura, o artesanato também representa a principal fonte de renda para muitas famílias da comunidade.
Reconhecido como um dos maiores centros cerâmicos da América Latina, Maragogipinho tem no trabalho artesanal sua principal atividade econômica. “Lá, a maioria das pessoas vive do artesanato”, explicou.
A artesã também apresentou a variedade de produtos disponíveis em sua barraca, que incluem peças decorativas e utilitárias. Entre os destaques estão galinhas porta-ovos, bonecos de jardim, conjuntos decorativos, pratos com mensagens, tradicionais “namoradeiras”, além de xícaras ornamentais, fruteiras e itens criativos como o pé de caju em cerâmica.
Um dos produtos mais procurados, segundo ela, são os clássicos cofrinhos em formato de porco, usados para guardar moedas ao longo do ano. Filtros de barro de diferentes tamanhos também chamam atenção, especialmente pela importância para a saúde no dia a dia.
