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Amargosense Ramon Moraes transforma vivência cultural em base do Beco da Cultura

Com base em trajetória construída dentro da cultura, coletivo baiano de Amargosa desenvolve ações de formação, projetos e apoio técnico para artistas e gestores públicos

Antes de qualquer estrutura formal, o que existe por trás do Beco da Cultura é uma trajetória construída dentro da própria cultura.

À frente dessa caminhada está Ramon Moraes, artista, compositor e consultor, que cresceu em um ambiente onde a arte não era apenas expressão — era mobilização. Filho de Nilsio Moraes, ativista cultural, produtor e incentivador de iniciativas artísticas, que também foi cantor nos anos 1980, Ramon teve contato desde cedo com os bastidores da música, da produção e da organização cultural.

Foi ao lado do pai que teve suas primeiras experiências também no campo do empreendedorismo cultural, integrando a Chão de Estrelas Produções, iniciativa que incentivou, apoiou e projetou artistas locais e do território do Vale do Jiquiriçá, na Bahia.

“Eu venho de dentro da cultura. Não só do palco, mas de tudo que acontece em volta dele”, destaca Ramon.

Essa vivência atravessa diferentes fases: a música aprendida de ouvido ainda na infância, as experiências como cantor e compositor, a atuação na produção de eventos e, mais adiante, a inserção no setor público, onde Ramon Moraes atuou diretamente com políticas culturais.

Mais do que uma sequência de etapas, trata-se de uma construção contínua — que hoje se traduz no trabalho desenvolvido pelo Beco da Cultura.

Do fazer artístico ao apoio técnico

Ao longo do tempo, Ramon passou a perceber com mais clareza os desafios estruturais do setor cultural no Brasil.

Apesar da potência criativa existente nos territórios, a ausência de equipes técnicas especializadas, a dificuldade de acesso à informação e as descontinuidades institucionais — como as fragilizações já enfrentadas pelo Ministério da Cultura em determinados períodos — deixaram lacunas importantes.

É nesse contexto que o Beco da Cultura se posiciona.

Mais do que uma empresa, o trabalho se organiza como um coletivo que atua na base, apoiando artistas, produtores culturais e gestores públicos na estruturação de suas ações.

Serviço, relação e construção coletiva

A atuação do Beco da Cultura, com a liderança de Ramon Moraes, não se define por escala, mas por conexão.

O trabalho acontece na escuta, na orientação e no desenvolvimento conjunto de soluções para o setor cultural, envolvendo:

  • apoio técnico na elaboração de projetos culturais
  • orientação para captação de recursos
  • assessoria para gestão de políticas públicas culturais
  • formação de agentes e produtores culturais
  • atuação como pareceristas em processos de seleção e avaliação

Tudo isso ancorado em um princípio simples: “Cultura não se constrói sozinho. É relação, é troca, é processo coletivo”, afirma Ramon.

Entre o território e a estratégia

O diferencial do trabalho desenvolvido pelo Beco da Cultura está na capacidade de transitar entre a vivência artística e a estruturação técnica.

Essa combinação permite que Ramon Moraes e todo coletivo do Beco da Cultura atuem com sensibilidade às realidades locais, ao mesmo tempo em que oferecem suporte qualificado para transformar ideias em projetos viáveis.

A lógica não é impor modelos prontos, mas construir caminhos possíveis a partir de cada contexto.

Um estúdio que também é ponto de articulação

Além das ações formativas e técnicas, o Beco da Cultura mantém um estúdio musical próprio, localizado na Avenida Jequitibá, nº 144, no centro de Amargosa (Praça do Bosque).

O espaço funciona como ambiente de produção artística e também como ponto de encontro, criação e desenvolvimento de ideias — refletindo a própria trajetória de Ramon, que sempre transitou entre o fazer artístico e a construção coletiva.

Cultura como direito e como oportunidade

Mais do que um campo profissional, a cultura é entendida por Ramon Moraes como direito e como ferramenta de transformação social.

A trajetória construída desde a convivência com Nilsio Moraes até a atuação atual com o Beco da Cultura reforça essa visão: fortalecer o setor cultural é também fortalecer pessoas, territórios e oportunidades.

Para quem busca apoio

O trabalho desenvolvido pelo Beco da Cultura, com atuação de Ramon Moraes, é direcionado a artistas, produtores culturais, gestores municipais e estaduais que necessitam de apoio técnico para:

  • desenvolver projetos
  • acessar editais e políticas públicas
  • estruturar ações culturais
  • qualificar processos de gestão cultural

O contato pode ser feito pelo site oficial – www.becodacultura.com.br ou pelo e-mail contato@becodacultura.com

Uma construção em movimento

Mais do que um modelo fechado, o Beco da Cultura segue como um processo em constante construção.

Uma iniciativa que nasce da vivência, se fortalece na experiência e se expande na medida em que novas conexões são estabelecidas.

Porque, no fim, como Ramon costuma reforçar, a cultura continua sendo feita assim: no encontro entre pessoas, ideias e propósito.

Com informações do Revista PEGN

Ivanildo Bastos

Ivanildo Bastos é comunicador, radialista e locutor, atualmente cursando Jornalismo. Licenciado em Biologia, atua como repórter da Criativa On Line há 22 anos, destacando-se pela experiência, dedicação e compromisso com a informação de qualidade.

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