
Após a divulgação da mais recente pesquisa do instituto Genial/Quaest, que indica que 49% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manterá sua candidatura à Presidência da República até o dia da eleição, o deputado federal Capitão Alden (PL), vice-líder da bancada de oposição na Câmara, comentou o cenário e reafirmou a defesa de um palanque para o correligionário na Bahia.
O parlamentar, um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Bahia, afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro tende a ser levada até o fim, mas ressaltou que a estratégia vai além da disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo o deputado baiano, o objetivo central é fortalecer o campo da direita nas eleições, ampliando a representação no Congresso Nacional e garantindo identidade política ao projeto.
“Sobre candidatura, mobilização e erros fatais de cálculo para 2026. À militância da direita, há uma ilusão perigosa sendo vendida, e ela precisa ser desmontada agora: o voto bolsonarista não migra automaticamente para qualquer candidato. Isso não é verdade. Nunca foi. E quem aposta nisso está cometendo erro primário de leitura política”, opinou Alden, ao Política Livre.
“O eleitor bolsonarista não vota por conveniência, não segue ‘acordos de cúpula’, não transfere apoio no piloto automático. Sem alinhamento mínimo, sem compromissos reais, sem posição clara nos momentos difíceis, esse voto simplesmente não vai. Esqueçam essa fantasia. É exatamente por isso que manter um candidato do PL na majoritária é estratégico e indispensável. Ele mantém a mobilização das ruas, o engajamento das redes, a chama da polarização e a identidade clara do campo conservador”, afirmou.
Ainda de acordo com Capitão Alden, a estratégia defendida pela ala bolsonarista segue a linha traçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preso há mais de um mês na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Ele foi preso preventivamente em 22 de novembro, a pedido da PF, após tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
O pedido foi atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu existir risco de fuga. Em 25 de novembro, a prisão preventiva virou definitiva. Com o trânsito em julgado na ação penal sobre a tentativa de golpe, Bolsonaro começou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses na PF.
Para Alden, a definição de um nome a ser fortalecido na disputa presidencial deve concentrar os esforços do grupo em torno de Flávio Bolsonaro. “Bolsonaro mostrou o caminho. Mesmo fora da residência, com uma minoria combativa, causou impacto real. Agora imagine uma bancada maior, ideologicamente comprometida e sem oportunistas. O que está em jogo não é só o Planalto. É o controle político do Congresso”, declarou o bolsonarista baiano.
Trbn
