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A Revoltada da Vacina nos tempos atuais por Benjamin Silva

Ainda que a barreira dos 200 mil mortos tenha sido rompida no Brasil pelo Corona vírus, o fanatismo político faz com que muitos duvidem dos números, apesar de que muitos deles tenham deixado de ser estatísticas e passado a ser nomes de familiares, vizinhos, amigos.

A imbecilidade humana causada por questões meramente políticas tem levado os fanáticos a questionarem a ciência e a disseminarem informações falsas sobre efeitos colaterais da imunização pelas muitas vacinas desenvolvidas contra a Covid-19.

Tal situação não é inusitada, pois encontra paralelo na Revolta da Vacina, ocorrida no ano de 1904. Há quase século, a politização do tema foi um dos combustíveis para as violentas manifestações contra a vacinação obrigatória e contra o governo na cidade do Rio Janeiro, então capital do País. O motim, que durou seis dias e colocou a, então, Capital do País em estado de sítio e teve um saldo de 30 mortos, 110 feridos e mais de 1.500 presos e deportados, conforme constam nos números oficiais sobre a rebelião.

A grande diferença é que naquele episódio a guerra política contra a vacinação foi causada pela oposição, que veiculou uma série de inverdades sobre a vacina. Afirmavam que ela causava diferentes males à saúde, entre eles gangrenas, epilepsia, meningite, tuberculose e sífilis e até se dizia que quem tomasse a vacina poderia experimentar o surgimento de características de um bovino, o crescimento de um chifre, casco ou pelagem do animal.

Já na contemporaneidade, é o governo quem dissemina a campanha contra a vacina, tendo, inclusive, o presidente afirmado que quem tomar a vacina pode virar jacaré.

Definitivamente todos os limites do fanatismo político foram extrapolados. A politização está presente em todas as coisas. Qualquer que seja o motivo haverá bandeira a ser levantada e defendida por fanáticos.

Os rasos argumentos para rejeição da vacina ultrapassam os cercadinhos virtuais, pois o debate rasteiro e as insanidades preferidas pela turba presente nas redes sociais, consegue influenciar os incautos e, mesmo sendo um tema de cunho absolutamente científico, aprofunda o divisionismo da nossa sociedade.

Triste Brasil que não aprende com sua própria história !

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