
A pesquisa histórica do professor e historiador Alvaro Moreira Lima sobre a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Guarulhos-SP (1750-1800) é uma rica contribuição ao entendimento das dinâmicas sociais e religiosas dos negros no Brasil colonial. O estudo, intitulado “A cor da labuta e do sagrado”, traz à tona uma história de resistência, fé e identidade, fundamentada nas práticas religiosas e nas complexas relações de poder da época.
Alvaro mergulhou no estudo das irmandades religiosas formadas por negros no período colonial, destacando a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, uma das mais significativas de Guarulhos, cidade que, à época, representava um polo importante de cultivo de açúcar e produção de café. Essas irmandades funcionavam como espaços de acolhimento e organização dos negros livres, escravizados e libertos, sendo um dos principais pontos de encontro espiritual e cultural.
