Mais que simplesmente cenários dentro da dramaturgia brasileira, o sertão e a favela são territórios míticos, de crise, são carregados de simbolismo, pois expõe as fraturas sociais do País. Esse é o recorte da sexta mesa da Festa Literária de Uauá – FLIU, que acontece entre os dias 14 e 16 de novembro, no município de Uauá, sertão da Bahia.
“O uso do sertão e da favela na dramaturgia brasileira – Mais que simplesmente cenário”, foi o título escolhido para a mesa que terá a presença do escritor Paulo Lins e o cineasta Wilson Freire e mediação do professor de Comunicação da UNEB, Josemar Pinzoh.
Paulo Lins, é poeta, romancista e roteirista de cinema e televisão. É ninguém menos do que o autor do livro Cidade de Deus, que foi adaptado para a versão fílmica e teve quatro indicações ao Oscar. Além de trazer consigo a bagagem de inúmeros livros publicados, a experiência em roteiro de séries, novelas, filmes e videoclipes, grande parte deles premiados.
Já o pernambucano Wilson Freire é Médico homeopata, escritor, cineasta e compositor, artista de múltiplos talentos. Como roteirista e diretor, tem em seu currículo A Pernalonga da História (Menção Honrosa Festival de Vídeo do Recife), Miró: Preto, pobre, poeta e periférico (vencedor da Amostra Pernambucana de Vídeos do Cine PE – 2008), Feliciano espera a última sessão, vencedor do prêmio de melhor direção de arte do 1º Festival de Vídeo de Cascavel, PR e co-roteirista com Heitor Dhalia do longa-metragem As Três Marias.
A proposta do bate papo é trazer ao público dois grandes cenários brasileiros dentro das telas, o sertão e a favela, locações distintas, mas, onde, em geral vão parar os excluídos do Brasil. Esses chegam à cidade grande e ambos esses lugares de miséria e misticismo retratam a desigualdade brasileira.
Fliu é uma realização da Uauá projetos criativos e da Prefeitura de Uauá, idealizada por Mercia Beatriz com coordenação e produção de Ellen Ferreira, Lorena Ribeiro e Antônio Nikiel, com curadoria de Maviael Melo.
O evento tem patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Turismo/Bahiatursa, Secretaria de Desenvolvimento Rural/CAR, Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura/Fundação Pedro Calmon, além do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).
