Os projetos de mudanças no regulamento e formato da Liga dos Campeões não agradaram os representantes das competições domésticas do continente, que se posicionaram contra as possíveis novas medidas. A alteração no principal torneio de clubes do mundo resultaria em diminuição da renda e modificações nos calendários das ligas nacionais.
Em assembleia geral realizada em Lisboa, o presidente da European Leagues (EL), Lars-Christer Olsson, declarou que “todas as ligas estão unidas” e ” o objetivo principal é proteger as competições domésticas”. Além disso, reiterou que “os dez últimos anos foram negativos para as competições nacionais”.
A principal mudança na Liga dos Campeões, segundo a imprensa, seria a troca do formato com oito grupos de quatro equipes para quatro grupos de oito equipes, a partir de 2024. Desse modo, os clubes teriam mais partidas pelo torneio, gerando mais receita, porém atingindo diretamente os calendários nacionais.
Uma das soluções propostas foi a disputa de partidas da Liga dos Campeões aos fins de semana, cenário prontamente recusado pela European Leagues.
O novo método afetaria também as ambições dos clubes dentro das próprias ligas nacionais, já que, de acordo com o projeto, os seis primeiros colocados no torneio da UEFA já garantiriam vaga na próxima edição, independentemente da posição final no campeonato do país.
Olsson ainda anunciou que a European Leagues convidará os mais de 900 clubes que participam das ligas organizadas pela associação para um encontro, com o intuito de “debater a maneira como gostariam de ver evoluir as competições profissionais de futebol na Europa”. A reunião ocorrerá em Madri, entre os dias 6 e 7 de maio.
Para o dia seguinte, está previsto um encontro entre a UEFA e as ligas europeias para discutir as medidas desenvolvidas pela Associação Europeia de Clubes.
“A imprensa não inventou nada. A questão agora é saber como bloquear o caminho escolhido pela Uefa e pela ECA para mudar uma competição que manteria seu nome, mas seria completamente diferente”, declarou à AFP o presidente da Liga espanhola, Javier Tebas.
“Ninguém poderá obrigar as Ligas a mudarem de formato contra sua vontade”, completou o dirigente.
