Mulheres de mais de 40 entidades sindicais e as principais centrais trabalhistas do país lotaram a Câmara dos Deputados para lutar contra a Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro. O evento ocorreu no auditório Nereu Ramos, organizado pela Liderança da Minoria, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e a Frente parlamentar em defesa dos direitos da Mulher. O ato também contou com a participação de parlamentares mulheres do PSDB, PP e DEM, além da oposição (PCdoB, PT, PDT, PSB, PSOL e REDE).
Nos discursos de trabalhadoras e parlamentares, a extensa jornada de trabalho não-remunerada da mulher (que pode chegar a dois e três turnos), a precarização do trabalho e a não contribuição ao INSS por consequência, a alta taxa de desemprego, as dificuldades no mercado decorrentes do gênero e, em muitos casos, de raça, as mudanças drásticas para mulheres rurais e as mais pobres (BPC) foram questões levantadas.
A construção de uma frente ampla, suprapartidária contra o desmonte da Previdência foi um dos pontos altos do ato. O apoio de parlamentares de diferentes partidos à causa demonstrou a importância do combate ao desmonte previdenciário.
“Aqui temos várias estruturas que representam as mulheres. Nosso esforço é trazer mulheres de todos os espectros. Bolsonaro quer olhar para os ricos e deixar os pobres trabalhando até morrer. Mas não vamos permitir”, destacou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), vice-presidente da Comissão da Mulher, que lembrou ainda o peso da jornada dupla, às vezes, tripla para as mulheres.
Confira o discurso marcante da parlamentar no ato:
