
A deputada federal Lídice da Mata criticou os problemas da atenção primária à saúde em Salvador e afirmou que a deficiência na rede municipal acaba transferindo para o Governo do Estado uma demanda que deveria ser resolvida na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ela, a falta de investimentos e planejamento na atenção básica prejudica principalmente a população que depende do serviço público.
Segundo dados do Plano Municipal de Saúde de Salvador, a capital baiana apresenta cobertura de apenas 66,6% da Atenção Primária à Saúde (APS), índice inferior ao de outras capitais nordestinas como Recife e Fortaleza. Na avaliação da deputada, esse cenário contribui para o agravamento de doenças que poderiam ser acompanhadas e tratadas nos postos de saúde dos bairros, aumentando a procura por hospitais e unidades especializadas.
“Quando a atenção básica não funciona, o cidadão chega ao hospital em uma situação mais grave. A prevenção deixa de acontecer, os diagnósticos atrasam e toda a rede fica pressionada. O Estado tem ampliado sua estrutura, mas o município precisa cumprir seu papel na organização do cuidado inicial”, afirmou Lídice.
Nos últimos três anos, o Governo da Bahia investiu mais de R$ 600 milhões em Salvador na ampliação de hospitais, policlínicas, maternidades e unidades de emergência. A rede estadual realizou milhões de atendimentos, incluindo procedimentos especializados, enquanto enfrenta uma demanda ampliada pela baixa resolutividade da atenção primária municipal.
Para Lídice, Salvador precisa fortalecer a saúde básica, ampliar equipes, melhorar o acompanhamento dos pacientes e garantir serviços preventivos mais próximos das comunidades. “A população não pode esperar a doença se agravar para conseguir atendimento. Saúde pública eficiente começa no bairro, com prevenção, acompanhamento e cuidado permanente”, destacou.
