
A Câmara dos Deputados deve formalizar nesta quarta-feira (29) a instalação da comissão especial que irá debater o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 seis dias trabalhados para um de descanso. A composição do colegiado já indica protagonismo do Partido Liberal (PL) e da federação governista formada por PT, PC do B e PV.
O PL, principal força da direita na Casa, terá sete cadeiras na comissão, enquanto a federação alinhada ao governo contará com seis representantes. A distribuição reflete o peso das bancadas e antecipa um debate marcado por diferentes visões sobre relações de trabalho e direitos dos trabalhadores.
Os últimos ajustes para a formação do colegiado devem ocorrer nesta terça-feira (28), durante reunião de líderes partidários prevista para as 14h. Na ocasião, também há expectativa para a definição dos nomes que ocuparão a presidência e a relatoria da comissão cargos estratégicos que influenciam diretamente o andamento e o conteúdo das discussões.
A proposta de revisão da jornada 6×1 tem ganhado destaque no cenário político e social, mobilizando diferentes setores. Enquanto defensores argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, críticos apontam possíveis impactos econômicos e operacionais para empresas.
Com a instalação da comissão, o tema entra oficialmente na agenda legislativa, abrindo espaço para audiências públicas, apresentação de propostas e debates entre parlamentares e representantes da sociedade civil.
