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Integrantes do FEEBA reforçam necessidade de pensar o Plano Decenal de Educação participativo e exequível

Planejamento educacional é peça-chave para garantir ensino de qualidade, destaca especialista da UFBA e membro do FEEBA (Fórum Estadual de Educação)

Alessandra Assis ressalta papel dos gestores e da sociedade na construção de políticas educacionais mais equitativas

O planejamento educacional foi o centro das discussões durante uma das mesas do Fórum Extraordinário da Undime Bahia, que reuniu dirigentes municipais e especialistas para debater os rumos da educação pública. Entre os destaques, a participação da doutora e mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Alessandra.

Durante sua fala, a pesquisadora enfatizou a importância do planejamento como elemento essencial para uma gestão educacional comprometida com a qualidade e a responsabilidade pública. Segundo ela, nenhuma gestão séria pode prescindir de um planejamento bem estruturado.

O debate abordou diferentes perspectivas, incluindo diretrizes do Ministério da Educação e estudos acadêmicos sobre o tema. Alessandra destacou ainda o papel dos dirigentes, gestores e demais atores sociais no processo, reforçando que o planejamento deve ser compreendido como uma ação política voltada à garantia do direito à educação.

“A construção do planejamento precisa envolver a sociedade, em diálogo com os gestores, para que possamos compreender melhor a realidade de cada território e definir objetivos e metas concretas”, explicou.

Planos municipais de educação são oportunidade histórica para próxima década, afirma coordenador do FEEBA

João Danilo destaca integração entre entes federativos e participação social na construção das políticas educacionais

Durante a mesa de abertura do Fórum Extraordinário da Undime Bahia, o coordenador do Fórum Estadual de Educação da Bahia (FEEBA), João Danilo, destacou a importância estratégica dos Planos Municipais de Educação (PME) como instrumentos estruturantes das políticas públicas para os próximos dez anos.

Ele ressaltou que os planos precisam estar articulados ao Plano Nacional e ao Plano Estadual de Educação, garantindo uma atuação integrada entre os entes federativos. Segundo ele, esse alinhamento é fundamental para fortalecer o sistema educacional e assegurar a efetividade das ações nos municípios.

O coordenador também relembrou o processo de construção da última década, destacando o monitoramento dos planos entre 2014 e 2024, a realização de audiências públicas e a promoção de cerca de 400 conferências municipais de educação na Bahia. Para ele, esse histórico fortalece a base para o novo ciclo de planejamento.

“Estamos diante de uma oportunidade histórica de planejar a próxima década com mais experiência, participação social e responsabilidade. É preciso olhar para o que já foi feito e avançar com metas que dialoguem com a realidade de cada município”, afirmou.

Danilo enfatizou ainda o papel central dos municípios na garantia do direito à educação, especialmente na educação infantil e no ensino fundamental. Ele defendeu que o planejamento deve considerar não apenas a rede municipal, mas toda a realidade educacional do território, articulando políticas que impactem diretamente a qualidade de vida da população.

Outro ponto destacado foi a necessidade de compreender a educação como elemento fundamental para o desenvolvimento social e econômico. “A educação é um fim em si mesma, mas também é meio para melhorar as condições de vida, promover cidadania e preparar os jovens para o mundo do trabalho”, pontuou.

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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