
Comuns em centros urbanos, os pombos são frequentemente vistos como inofensivos. No entanto, especialistas alertam que essas aves podem representar sérios riscos à saúde pública quando há superpopulação, especialmente em áreas com acúmulo de lixo e oferta constante de alimento.
As fezes secas dos pombos podem conter fungos e bactérias que, ao se dispersarem pelo ar, tornam-se um meio de transmissão de doenças. Entre as principais estão a criptococose e a histoplasmose — infecções fúngicas que podem afetar os pulmões e, em casos mais graves, o sistema nervoso. Outra preocupação é a salmonelose, infecção bacteriana que atinge o sistema gastrointestinal, geralmente por meio da contaminação de alimentos.
Além disso, os ninhos dessas aves podem abrigar parasitas, como ácaros, capazes de provocar alergias e dermatites em humanos.
Os impactos não se limitam à saúde. As fezes dos pombos possuem alto teor ácido, o que contribui para a corrosão de estruturas metálicas, danos a fachadas e entupimento de calhas, gerando prejuízos materiais significativos.
Prevenção é o melhor caminho
Especialistas reforçam que a principal forma de controle é evitar a alimentação dessas aves, prática que favorece sua reprodução descontrolada.
A limpeza de áreas afetadas deve ser feita com cuidado: recomenda-se o uso de máscaras e a umidificação das fezes com solução de água sanitária antes da remoção, evitando a inalação de partículas contaminadas.
Outra medida eficaz é a instalação de barreiras físicas, como telas e dispositivos repelentes, para impedir a formação de ninhos em telhados, sacadas e forros.
Controle sem extermínio
No Brasil, o extermínio de pombos é proibido pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Por isso, o manejo deve ser feito de forma ética e legal, priorizando o controle populacional por meio de estratégias como modificações ambientais e uso de barreiras físicas.

