
A instalação da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) se transformou em novo foco de tensão entre oposição e base governista. O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) acusou parlamentares ligados ao governo de descumprirem um acordo que garantiria à minoria o comando do colegiado e, consequentemente, sua eleição para a presidência.
Segundo o parlamentar, havia um entendimento prévio para que a comissão fosse presidida por um integrante da oposição. De acordo com Leandro, a indicação de seu nome teria sido feita pela bancada da minoria, mas deputados governistas teriam articulado para não votar nele, inviabilizando sua escolha.
A instalação da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) se transformou em novo foco de tensão entre oposição e base governista. O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) acusou parlamentares ligados ao governo de descumprirem um acordo que garantiria à minoria o comando do colegiado e, consequentemente, sua eleição para a presidência.
Segundo o parlamentar, havia um entendimento prévio para que a comissão fosse presidida por um integrante da oposição. De acordo com Leandro, a indicação de seu nome teria sido feita pela bancada da minoria, mas deputados governistas teriam articulado para não votar nele, inviabilizando sua escolha.
“A Bahia tem o maior índice de insegurança do país, mas parece que os deputados seguidores do Jerônimo Rodrigues não se importam com isso. Há duas semanas tentamos instalar a comissão para que possamos discutir os problemas deste setor em nosso estado. Mas repito: eles não têm interesse e não se importam se o trabalhador baiano sai de casa e não sabe se volta”, afirmou o deputado.
Enquanto o impasse persiste, a comissão segue sem ser instalada, o que impede o início formal das discussões e votações de matérias relacionadas à segurança pública e aos direitos humanos no âmbito do Legislativo estadual.
As acusações, no entanto, foram rebatidas pelo líder do governo na Alba, o deputado Rosemberg Pinto (PT). Em entrevista ao site BNews, negou que tenha havido boicote por parte da base aliada e também descartou a existência de qualquer acordo específico que garantisse a eleição de Leandro ao cargo.
“Há um acordo para que o comando do colegiado seja de indicação da Bancada da Minoria, e esse acordo está mantido. O problema é que o deputado não ajuda. Tive uma conversa com o líder da minoria, Tiago Correia (PSDB), no sentido de facilitar a eleição dele, mas ele depende dos votos da bancada governista. Na última terça-feira, ele chutou a base do Governo e o governador Jerônimo Rodrigues, então, como é que ele quer apoio e voto? As pessoas estão com dificuldade para votar nele. Ele quer o que? Ir para a Comissão e ser derrotado?”, questionou.
Tribuna da Bahia
