
Todo tricolor que esteve na Fonte Nova na última quarta-feira, 25, voltou para casa com um sentimento que muitos brasileiros conhecem bem – a dor de deixar uma Libertadores antes mesmo do começo dela.
A eliminação do Bahia para o O’Higgins nos pênaltis somou mais um clube à estatística de brasileiros que, há quase uma década, são eliminados nas fases preliminares da Libertadores e sequer alcançam a fase de grupos.
O Tricolor venceu por 2 a 1 no tempo normal, mas acabou superado nas penalidades, dando sequência a uma sequência negativa que começou em 2018 e se tornou rotina para o futebol brasileiro, amontoando times que ficam no topo da tabela do Brasileirão, mas acabam sem Libertadores e sem Sul-Americana.
Desde que a Chapecoense caiu diante do Nacional em 2018, ao menos um brasileiro fica pelo caminho antes da fase de grupos, com o Bahia se juntando ao time em 2026.
Líder da estatística negativa, o Corinthians tem três eliminações nesse recorte, enquanto o Bahia vive sua primeira nessa etapa da competição.
Vale ressaltar que em 2024 o Bragantino caiu, mas algum brasileiro cairia de qualquer forma, já que do outro lado estava o Botafogo.
A eliminação precoce representa não apenas frustração esportiva, mas também perda de calendário internacional e impacto financeiro.
O tema já gerou desconforto na Confederação Brasileira de Futebol, que chegou a tentar negociar com a Conmebol a troca das vagas brasileiras nas fases preliminares por uma classificação direta à fase de grupos, proposta que não avançou.
Apesar da queda do Bahia, o Brasil ainda tem um representante vivo na Pré-Libertadores, já que o Botafogo avançou e disputará a última etapa antes da fase de grupos.
Já para o Bahia, o impacto é sentido no calendário vazio. Sem Copa do Nordeste porque, com a nova determinação da CBF, times que jogam competições da Conmebol não podem jogar o torneio regional, o Esquadrão só tem Baianão, Copa do Brasil e Brasileirão até o final do ano.
Antes dessa sequência recente, as quedas brasileiras eram pontuais. O caso mais emblemático foi o do Corinthians em 2011, eliminado pelo Tolima mesmo com Ronaldo no elenco.
Hoje, no entanto, a fase prévia deixou de ser mero obstáculo e passou a carregar status de armadilha para clubes brasileiros, escrevendo um roteiro que, pelo nono ano seguido, voltou a se repetir.
A Tarde
