
Foram muitas as emoções desde 1974, quando foi ao ar a primeira edição de um especial de fim de ano de Roberto Carlos. Em meio a elas, mudanças de formatos, convidados inusitados, interrupções por motivos de força maior.
Destacamos aqui cinco curiosidades da história dessa tradição que segue viva — este ano com gravações em Gramado e participações de Sophie Charlotte, Fafá de Belém, Jorge Ben, João Gomes e Supla.
1. “A mamãe de mamãe”
No início, entre 1974 e 1979, o especial do Rei ia muito além do formato do show, incorporando esquetes, convidados de outros programas da Globo e diferentes recursos dramatúrgicos.
Já na primeira edição, a presença do ator Paulo Gracindo declamando a letra de Não quero ver você triste — enquanto Roberto o acompanhava ao violão — transformou a canção em texto teatral.
Em 1976, Roberto encenou uma ceia de Natal na qual recebeu ídolos da velha guarda da música brasileira: Aracy de Almeida, Carlos Galhardo, Linda Batista, Moreira da Silva, Isaurinha Garcia e Orlando Silva.
Em 1979, os Trapalhões transformaram Amanhã de manhã em A mamãe de mamãe, paródia na qual o avô morre depois de uma noite de amor tórrida com a avó (“A mamãe de mamãe/ Olha as chamas das velas acesas/ E o vovô esfriando na mesa”).
Na mesma edição, o rei encenou uma cena de casal com Christiane Torloni e recitou poemas de Vinicius de Moraes e Manuel Bandeira. Em meio aos números musicais, o especial era, portanto, uma espécie de teatro popular televisivo.
2. O Rei ao ar livre
Entre mais de cinco décadas de especiais de fim de ano, Roberto Carlos só levou o programa para fora do estúdio e de teatros fechados em quatro ocasiões. Em 1977, o especial foi gravado na Concha Acústica da Uerj, no Rio de Janeiro, diante de mais de 12 mil pessoas.
BBC News Brasil
















