
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já custou ao menos R$ 532 mil aos cofres públicos desde que deixou o Brasil, em setembro, e foi para os Estados Unidos.
O valor é a soma dos salários brutos, verba de gabinete para funcionários e cota parlamentar dos meses de setembro, outubro e novembro.
Por determinação do STF, a Câmara dos Deputados suspendeu em dezembro o salário e a cota parlamentar do deputado. A estrutura do gabinete, ao menos até novembro, teve custo superior a R$ 100 mil por mês, segundo consta no site da instituição.
De janeiro a novembro deste ano Ramagem gastou R$ 1,4 milhão em verba de gabinete, o equivalente a 98,6% do total disponível ao parlamentar no ano, segundo dados da Câmara. Desses, R$ 399,3 mil são de setembro em diante.
A verba de gabinete financia até 25 secretários parlamentares, com salários que podem chegar a R$ 18,7 mil. Atualmente, Ramagem mantém 17 assessores, segundo o site da Câmara.
Além disso, houve R$ 328,7 mil em despesas com a cota parlamentar, principalmente com aluguel de veículos (33,2%) e divulgação da atividade parlamentar (28,69%). Desse total, R$ 36 mil foram pagos de setembro em diante.
Ramagem também recebeu integralmente os salários de setembro e outubro, no valor bruto de R$ 46.366,19 por mês. Em novembro houve pagamento parcial, de R$ 4,1 mil.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Ramagem saiu do país de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, e usou passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos, para onde fugiu.
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