O vereador Luiz Carlos (PRB), foi o secretário de Comunicação da Câmara, na sessão especial comemorativa pela passagem do dia da categoria (7 de abril). Na atividade legislativa ocorrida na manhã desta terça-feira (30) no Plenário Cosme de Farias, o parlamentar falou da proliferação de fake news (notícias falsas) e defendeu “a prática do bom jornalismo, plural e democrático”.
Ainda em sua fala, Luiz Carlos apresentou dados da ONG Repórteres sem Fronteiras apontando que o Brasil ocupa o 105° lugar quando o assunto é segurança no exercício da profissão, caindo três posições. “A piora deve-se ao ano agitado, com o assassinato de quatro jornalistas, a crescente fragilidade de profissionais independentes que cobrem temas como corrupção ou o crime organizado”, analisou.
Ao destacar a proliferação de notícias falsas, defendeu a checagem de informações publicadas. “Isso pode ser feito por profissionais formados, preparados e gabaritados”, disse Luiz Carlos. Na abertura dos trabalhos, ele pediu um minuto de silêncio em memória dos jornalistas mortos no Brasil, ressaltando a figura de Tim Lopes.
Mobilização
A proliferação de notícias falsas também foi ressaltada por Osvaldo Lyra, diretor de Comunicação da Câmara, que ocupou a direção dos trabalhos durante o discurso de Luiz Carlos. Ainda nas suas considerações, defendeu “a mobilização da categoria” e afirmou que “todo dia é dia do jornalista”.
Para Marjorie Moura, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia, “a base da profissão é a ética”. Ela considerou o jornalista como “a voz da sociedade”.
A motivação de ensinar marcou a fala de Camila Boto, coordenadora do Curso de Comunicação da Faculdade 2 de Julho. Também atuante na área de educação, Antoniella Devanier, coordenadora do Curso de Comunicação do Centro Universitário Estácio da Bahia, falou do orgulho de formar profissionais.
“Fazer jornalismo é um grande desafio diário”, afirmou Ivan Santana, editor do site Repórter Hoje. Já Pâmela Lucciola, apresentadora da Band e da TV Câmara, lembrou do começo da carreira atuando na área de cultura da TVE. Ela frisou que “jornalista não é celebridade”.
Devoção
A apresentadora Jéssica Smetack considerou o jornalismo como “uma devoção”. A colega Camila Marinho frisou que o papel do jornalista é “informar com credibilidade”. Para a apresentadora Maiane Nogueira, o importante é “servir à sociedade”.
Editor do site Classe Política, Jones Almeida relacionou imprensa com democracia. O colega Eduardo da Luz, do site Fala Cajazeiras, disse que “sem a comunicação o mundo não anda”. Já Silvana Oliveira, coordenadora de Jornalismo da Rádio Sociedade, defendeu a liberdade de imprensa e contou passagens da própria trajetória profissional iniciada em São Paulo.
A sessão especial também teve apresentação musical de Ed Cazaes e a Banda de Música da Prefeitura Municipal de Salvador entoou o Hino ao Dois de Julho.
