
O mês de agosto é marcado por uma mobilização nacional pela conscientização e combate à violência contra a mulher, o Agosto Lilás. Criada em alusão à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, a campanha tem como principal objetivo ampliar o debate público sobre os diferentes tipos de violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual — e reforçar os canais de denúncia e proteção às vítimas e a Secretaria de Assistência Social de São Miguel das Matas realiza palestra fortalecendo a reflexão sobre a temática.
Por que fortalecer esse debate é urgente?
Apesar dos avanços legais, a violência doméstica ainda é uma realidade alarmante no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no país. Além disso, muitas agressões não chegam ao conhecimento das autoridades por medo, dependência financeira ou emocional e falta de informação sobre os seus direitos.
Fortalecer o debate sobre o Agosto Lilás significa:
- Romper o silêncio que ainda cerca a violência doméstica;
- Educar a sociedade sobre os sinais e tipos de agressão que, muitas vezes, não deixam marcas visíveis;
- Incentivar denúncias e o uso de canais como o 180 (Central de Atendimento à Mulher);
- Valorizar políticas públicas e redes de apoio como os Centros de Referência da Mulher, delegacias especializadas e o trabalho da assistência social nos municípios.
O papel da sociedade
A mudança passa por toda a sociedade: escolas, instituições públicas, empresas e cidadãos. É necessário promover rodas de conversa, palestras, campanhas informativas e formações contínuas para que a cultura do respeito e da equidade de gênero seja enraizada desde cedo.
Além disso, homens também devem ser chamados ao diálogo, para repensar comportamentos, romper padrões de masculinidade tóxica e se tornarem aliados na luta contra a violência.
Ações locais fazem a diferença
Iniciativas como as promovidas por Secretarias Municipais de Assistência Social, em parceria com órgãos de justiça, saúde e educação, têm papel central no sucesso da campanha. A realização de palestras, caminhadas, distribuição de materiais informativos e atendimento especializado às vítimas são ações que salvam vidas.
