
** Nas duas comparações, a indústria baiana registrou os segundos resultados positivos consecutivos, ambos acima dos verificados no Brasil como um todo (0,1% e -0,3%, respectivamente);
** Em abril/25, frente ao mesmo mês de 2024, a alta da produção baiana resultou de avanços em 6 dos 10 ramos da indústria de transformação, puxados, mais uma vez, pelo refino de petróleo (15,7%), que tem resultados positivos seguidos há cinco meses e acumula avanço de 12,0% no ano de 2025;
** Dentre os segmentos da transformação industrial com quedas de produção, a principal influência de baixa no resultado geral veio da fabricação de produtos alimentícios, com o segundo recuo mais expressivo entre as atividades (-7,7%);
** Com os resultados do mês, a indústria da Bahia sustenta altas de 2,7% no acumulado de janeiro a abril de 2025, e 3,1% nos 12 meses encerrados em abril, ambos os indicadores estão acima dos verificados no país como um todo (1,4% e 2,4%, respectivamente).
Entre março e abril, a produção industrial da Bahia avançou 0,5%, mostrando um segundo resultado positivo consecutivo (havia crescido 1,6% entre fevereiro e março) nessa comparação com ajuste sazonal, que exclui possíveis influências de calendário e eventos que se repetem anualmente e podem interferir no desempenho da indústria.
Foi um crescimento maior do que o registrado no Brasil como um todo (onde houve variação positiva de 0,1%) e o 4º mais expressivo dentre os 15 locais que têm informações nesse confronto. Destes, 6 tiveram aumentos de produção, liderados por Pernambuco (31,3%), a região Nordeste como um todo (7,2%) e Goiás (4,6%).
É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE.
Na comparação com abril de 2024, a produção industrial da Bahia também seguiu em alta pelo segundo mês consecutivo (3,3%).
Foi um desempenho bem melhor do que o do país como um todo (onde houve variação negativa de -0,3%) e o 5º maior avanço entre os 18 locais com resultados nessa comparação, empatado, no arredondamento, com o do Rio de Janeiro (3,3%). Apenas 7 locais tiveram altas na produção industrial, em abril/25 frente a abril/24, liderados por Pará (27,3%), Goiás (4,6%) e Amazonas (3,7%).
Com os resultados do mês, a indústria da Bahia acumula alta de 2,7% na produção, entre janeiro e abril de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior. Fica acima do país como um todo (1,4%) e se mantém com o 4º melhor desempenho entre os 18 locais, 8 deles mostrando altas nesse acumulado.
Nos 12 meses encerrados em abril, a produção industrial baiana também continua aumentando (3,1%), chegando à sua 12ª alta acumulada consecutiva (avança seguidamente desde maio de 2024). O índice passou, também, a ficar acima do nacional (2,4%) e é o 6º entre os 18 locais pesquisados, 12 dos quais avançam.
A tabela a seguir mostra as variações da produção industrial brasileira e regional em abril de 2025.
Em abril, alta da produção baiana resultou de avanços em 6 dos 10 ramos da indústria de transformação, puxados de novo por refino de petróleo (15,7%)
O avanço da produção industrial da Bahia frente a abril/24 (3,3%) foi consequência de alta registrada exclusivamente na indústria de transformação (4,2%), visto que a produção da indústria extrativa apresentou sua sétima queda consecutiva (-12,2%). Dentre as 10 atividades da transformação investigadas separadamente no estado, 6 tiveram aumento de produção no mês.
Com o maior crescimento, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (15,7%) também deu a principal contribuição positiva para o resultado geral do setor, no estado. Ela registra resultados positivos seguidos há cinco meses e já acumula alta de 12,0% no ano de 2025.
O segundo principal impacto positivo veio da fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que avançou pelo segundo mês consecutivo, apresentando o segundo maior crescimento (10,6%) entre as atividades da transformação.
Por outro lado, a fabricação de produtos alimentícios, que teve a segunda retração mais expressiva (-7,7%), exerceu a principal influência negativa na produção industrial baiana em geral, em abril. A atividade tem quedas seguidas desde janeiro.
Já a fabricação de produtos de borracha e de material plástico registrou uma segunda queda consecutiva (-7,7%) e exerceu o segundo impacto mais negativo no resultado da indústria baiana no mês.
