
Em 2022, o setor empresarial da Bahia teve crescimento demográfico, com alta na taxa de natalidade de unidades locais empregadoras e queda na taxa de mortalidade. Assim, naquele ano, o estado chegou ao maior número de unidades locais empresariais empregadoras ativas em toda a série histórica do IBGE (desde 2015).
Um total de 22.650 unidades locais de empresas empregadoras nasceram na Bahia, em 2022, ou seja, entraram em atividade com pelo menos uma pessoa empregada, ou passaram a ter pelo menos um empregado assalariado. Esse contingente foi o maior da série histórica, crescendo frente ao número registrado entre 2020 e 2021, quando 18.910 unidades locais haviam nascido no estado.
A taxa de nascimento de unidades locais empregadoras na Bahia avançou de 14,0% em 2021 para 16,5% em 2022. Ela ficou acima da nacional (15,1%), mas foi apenas a 17ª maior entre os estados. Roraima (21,8%), Amapá (21,1%) e Amazonas (19,5%) lideraram nesse indicador.
Por outro lado, em 2022, 12.189 unidades locais empregadoras tiveram a sua morte decretada na Bahia. Essas unidades empresariais encerraram as suas atividades ou deixaram de ter empregados assalariados em 2020 e não foram reativadas nos 24 meses seguintes. Este número foi o menor da série histórica, caindo frente às 14.863 unidades que tinham fechado as portas em 2019 e não reabriram até 2021.
A taxa de mortalidade empresarial no estado caiu de 11,0% para 9,4%. O resultado da Bahia ficou levemente acima do nacional (9,2%) e foi a 13ª maior taxa entre os estados. Os melhores resultados, ou seja, as menores mortalidades, foram registrados na Paraíba (8,3%), no Piauí (8,4%) e em Santa Catarina (8,6%).
Com isso, o número de unidades locais empregadoras na Bahia cresceu 7,7% entre 2021 e 2022, passando de 134.742 para 145.133, maior número no estado desde 2015, início da nova série histórica da Demografia das Empresas.
Foi o segundo crescimento consecutivo do número de unidades locais na Bahia, e em um ritmo mais intenso do que o registrado entre 2020 e 2021 (+4,2%).
No Brasil como um todo, entre 2021 e 2022, o número de unidades locais empresariais empregadoras também aumentou pela segunda vez consecutiva. Nesse período, 447.395 unidades nasceram e 243.548 tiveram a sua morte decretada.
Em 2022, 2,969 milhões de unidades locais empregadoras estavam em funcionamento em todo o país, 7,5% a mais do que em 2021 (mais 207.606).
Em 2022, a construção teve a maior taxa de nascimento na Bahia; já as outras atividades de serviços tiveram a maior taxa de mortalidade
Dentre as 19 atividades econômicas pesquisadas na Bahia, o segmento da construção foi o principal destaque em 2022, no que diz respeito à taxa de nascimento das empresas empregadoras.
Em 2022, o segmento contava com 5.457 unidades locais empregadoras na Bahia. Destas, 1.324 haviam entrado em atividade naquele ano, em uma taxa de nascimento de 24,3%, a maior do estado. A atividade, porém, teve a segunda maior taxa de mortalidade, com 602 empresas deixando de existir em 2020 e não reabrindo nos 2 anos seguintes, em uma taxa de 12,8%.
A segunda maior taxa de nascimento de unidades locais de empresas na Bahia, em 2022, ficou com a atividade de artes, cultura, esporte e recreação (20,7%). Das 1.167 empresas empregadoras desse segmento, 242 começaram a atuar em 2022.
E as empresas de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação tiveram a terceira maior taxa de nascimento (19,7%), com 84 unidades locais empregadoras surgindo, na Bahia, em 2022, em um total de 427.
Por outro lado, a maior taxa de mortalidade de empresas na Bahia, em 2022, ficou com as outras atividades de serviços, que perderam 352 unidades locais empregadoras em 2020 que não foram reativadas nos dois anos seguintes, ficando com um total de 2.296, em uma taxa de 15,3%.
Após a construção, que teve a segunda maior taxa de mortalidade do estado (12,8%), aparecia o segmento de alojamento e alimentação, com a terceira maior taxa (12,3%), perdendo 1.139 unidades locais empregadoras e ficando com 9.290.
O maior número absoluto de nascimentos e mortes, por sua vez, foi verificado no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, com 10.828 unidades empregadoras surgindo (47,8% dos nascimentos na Bahia) e 6.363 unidades deixando de existir (52,2% das mortes) em 2022.
Por ser o segmento mais representativo no setor empresarial baiano, com pouco mais da metade do total de unidades locais empregadoras do estado (72.971 de 145.133, ou 50,2%), o comércio costuma liderar os rankings de números absolutos. Teve crescimento de 5,6% no total de unidades locais empregadoras entre 2021 e 2022 e uma taxa de natalidade de 14,8%.

Apenas 4 em cada 10 empresas empregadoras criadas em 2017, na Bahia, ainda estavam em atividade cinco anos depois, em 2022
Apesar do saldo positivo da atividade empresarial na Bahia, em 2022 a longevidade das empresas no estado continuou baixa.
Das 15.394 unidades locais empregadoras de empresas que nasceram em 2017, no estado, 23,1% (2 em cada 10, ou 3.563) morreram antes de completar um ano.
Apenas 5.767 (37,5% das que nasceram em 2017, ou quase 4 em cada 10) ainda estavam em atividade em 2022. Ou seja, 6 em cada 10 (9.627 unidades empresariais empregadoras) fecharam as portas, no estado, em menos de cinco anos.
A taxa de sobrevivência baiana após o primeiro ano de funcionamento (76,9%) é levemente superior à do Brasil como um todo (76,8%), sendo a 11ª mais alta do país. Porém, a taxa de sobrevivência do estado após 5 anos (37,5%) já passa a ser inferior à do Brasil como um todo (37,9%) e somente a 15ª maior entre os 27 estados.
De 2021 para 2022, número de empresas de alto crescimento seguiu aumentando (+32,8%) e chegou a 7.526 na Bahia (5,2% do total)
Com mais unidades locais de empresas empregadoras na Bahia, entre 2021 e 2022, o número das empresas de alto crescimento no estado também registrou crescimento pelo segundo ano consecutivo.
Empresas de alto crescimento são aquelas que mostram um aumento médio do pessoal ocupado assalariado de pelo menos 10% ao ano, por um período de três anos seguidos, e que tinham 10 ou mais trabalhadores assalariados no primeiro ano de observação. Ou seja, são empresas que crescem sucessivamente em porte e, por isso, têm muita importância na geração de emprego.
Em um ano, o total de unidades locais de empresas de alto crescimento na Bahia aumentou 32,8%, passando de 5.669 para 7.526, um recorde na série histórica, o que representou mais 1.857 unidades locais dessa categoria entre 2021 e 2022.
Apesar disso, as unidades empresariais de alto crescimento representavam, em 2022, somente 5,2% do total de empresas empregadoras na Bahia. A proporção do estado era a segunda menor do país, empatada com o Distrito Federal (5,2%) e superior somente à do Piauí (5,0%).
Entre 2021 e 2022, o número de unidades locais de empresas de alto crescimento também avançou no Brasil como um todo (+25,6%), passando de 138.179 para 173.545, com aumentos em todos os 27 estados. Este total representa 5,8% das unidades empregadoras do país.
A Bahia registrou a 9ª maior taxa de aumento no número de empresas de alto crescimento. Sergipe (46,9%), Alagoas (44,5%) e Goiás (41,9%) tiveram os maiores avanços proporcionais.
