
Se você pretende fazer boas parcerias para acelerar o crescimento do seu negócio, é fundamental conhecer o que é uma joint venture, considerada uma alternativa para operações de fusões e aquisições.
O Brasil tem diversos exemplos que mostram que esse modelo de aliança estratégica pode oferecer bons frutos, caso seja feito adequadamente, é claro.
Dependendo dos objetivos dos envolvidos, essa estratégia colabora para elevar a competitividade, reduzir os custos e aumentar as vendas das empresas.
Para entender tudo sobre esse modelo de união corporativa, continue a leitura e confira como funciona uma joint venture, os tipos, as características e os exemplos de grandes empresas brasileiras que realizaram esse acordo nos últimos anos!
O que é uma joint venture?
De acordo com o dicionário Oxford Languages, joint venture é uma “associação de sociedades, sem caráter definitivo, para a realização de determinado empreendimento comercial, dividindo obrigações, lucros e responsabilidades”.
Em outras palavras, podemos dizer que joint venture é uma estratégia de parceria comercial, unindo duas ou mais empresas em prol de um objetivo em comum, como execução de um novo projeto ou criação de nova companhia.
A tradução livre de joint venture é “aventura em conjunto”. Não à toa significa parcerias firmadas por um curto ou longo período determinado ou indeterminado, dependendo da finalidade da negociação.
Precisamos ressaltar que joint venture é totalmente diferente dos processos de fusões e aquisições.
Enquanto as fusões são a união de duas ou mais empresas, formando um novo CNPJ, assim como, nas aquisições, há a compra de parte ou totalidade de outro negócio, que é incorporado ao comprador, a joint venture é um acordo em que cada companhia entra com alguma atividade, podendo ou não criar uma nova organização.
Uma pode oferecer sua tecnologia e, a outra, os recursos financeiros. Ou, então, fornecer um produto ou matéria-prima, ao passo que o negócio parceiro disponibiliza as formas de distribuição.
Para que serve a joint venture?
Uma joint venture pode ter várias finalidades visando ao desenvolvimento em conjunto, como:
- entrada no mercado internacional (uma empresa do Brasil pode se unir a outra na China para superar as barreiras legais e de burocracias para operar no país);
- conquistar novos mercados (ampliar o market share);
- reduzir riscos e custos;
- obter tecnologia e conhecimento;
- capitalização.
O acordo de uma joint venture pode ser firmado de duas maneiras:
- equity joint venture: quando o capital das empresas envolvidas são associados;
- non equity joint venture: quando não há associação de capital.
Como funciona uma joint venture?
As leis e normas brasileiras que regulam cada tipo de joint venture variam. Porém, de modo geral, cada uma das empresas participantes, ou sócios, divide lucros, custos e despesas relacionados à operação. E isso ocorre de modo paralelo aos outros interesses e atividades comerciais de cada organização.
Cada modelo tem suas próprias regras, que seguem a estrutura legal escolhida. Afinal, diversas empresas podem participar de uma joint venture, como as de capital aberto ou fechado e outras entidades comerciais. E isso altera a forma com que a transação é realizada.
Lembre-se de contar com um consultoria especializada em processo de joint venture e com profissionais altamente capacitados para intermediar esses tipos de negociações, que são complexas, podendo durar até anos.
Fonte: Capital Invest, uma das principais boutiques de M&A no Brasil, com quase 20 anos de experiência em assessoramento financeiro para avaliação, compra e venda de empresas.
