
A Batalha de Itaparica foi um confronto ocorrido da Baía de Todos-os-Santos e praias da Ilha de Itaparica em 7 de janeiro de 1823, entre o Exército Brasileiro e a Marinha e Exército de Portugal durante a Guerra da Independência do Brasil.
Apesar de a independência do Brasil ter sido proclamada por Dom Pedro I em 7 de setembro de 1822, a luta armada prosseguiu na Bahia, com o enfrentamento da resistência portuguesa. As lutas duraram até 2 de julho de 1823, quando enfim, foi proclamada a vitória baiana. Em janeiro de 1823, a Ilha de Itaparica foi palco da Batalha de Itaparica, triunfo brasileiro fundamental para a vitória na guerra.
Itaparica era um lugar estratégico: dava acesso a vila de Cachoeira sede da revolução contra os portugueses, era uma fonte importante de suprimento de comida, e era uma rota de embarcações que transportavam suprimentos para as forças portuguesas. Documentos recentemente encontrados no acervo de manuscritos da Biblioteca Nacional, apontam que antes da batalha, houveram uma serie de embates entre as tropas em Itaparica e a força naval portuguesa que ocupava a Baia de Todos os Santos, nos últimos dias de agosto de 1822, portanto antes do 7 de Setembro, Soldados Itaparicanos estavam a bordo de canoas “armadas” para atacar os barcos lusitanos que atacavam a costa da ilha.
Maria Filipa de Oliveira, considerada uma heroína negra da ilha, liderou um grupo de mulheres para lutar contra os soldados portugueses: com o apoio de homens da cidade, queimou inúmeras embarcações portuguesas, diminuindo o poderio colonizador no decorrer da batalha, e depois, seduziu os portugueses embriagando-os e depois os enfrentou o usando folhas de cansanção, uma folha típica da região, que em contato com a pele dá a sensação de queimação; e toda a ação resultou em uma queda no número de soldados da tropa portuguesa.
Comandados por Antônio de Sousa Lima os soldados do Batalhão de Itaparica, defenderam a ilha do ataque desesperado dos portugueses, a partir de um sistema defensivo que iniciava-se no Forte de São Lourenço, e seguia com trincheiras montadas em lugares estratégicos, guarnecidas por soldados e pequenas peças de canhão, como o Largo da Quitanda, a Fonte da Bica, a Praia da Convento, além das praias de Amoreiras, Mocambo, Manguinhos, Porto dos Santos, entre outros.
Do lado português, João Felix Pereira de Campos era o comandante da esquadra portuguesa na Bahia, 42 embarcações de diferentes portes estiveram envolvidas nesse ataque, que resultou em uma derrota vergonhosa para os soldados e marinheiros portugueses. Segundo as cartas de Pereira de Campos que atribuíram ao fato de haver uma guarnição composta de um numero não esperado de pessoas, e a “forma de defender-se” da Ilha de Itaparica.
