
Em decorrência de uma grande epidemia de varíola que assolou a vila, na década de 1790, o que ocasionou um grande número de mortes, os moradores das fazendas da Baixinha, conhecida como Triângulo, fizeram uma promessa a São Roque, protetor das pestes, construindo posteriormente, em 1802, uma pequena capela em frente ao local onde foram enterradas as vítimas, onde a partir do fim da peste passou a ser o principal local das celebrações religiosas realizadas pelos padres franciscanos de Acaju ou Cajueiro.
A data é uma celebração tradicional entre a comunidade cristã católica, homenageando o santo que é considerado padroeiro dos inválidos e cirurgiões, além de ser o protetor contra a peste e demais epidemias.
Nascido em uma família rica e nobre, São Roque viveu no século XIII, na cidade francesa de Montpellier. Quando ficou órfão, teria distribuído toda a sua herança entre os pobres e vivido como um peregrino andarilho.
São Roque viveu durante o terrível período da peste negra, na Europa, que teria devastado um terço da população da época.
O andarilho se dedicou a curar e cuidar dos inúmeros doentes, passando pelas aldeias e levando a palavra de Deus para os enfermos.
São Roque morreu na prisão em 16 de agosto de 1327, por ter sido confundido com um espião. De acordo com a lenda, o carcereiro, que era manco de nascença, quando tocou no pé de São Roque para confirmar a sua morte, teria se curado imediatamente e começado a andar normalmente.
