
Você já investe em criptomoedas? Com toda certeza, você já pensou em colocar uma parte de seus investimentos em ativos como o bitcoin ou mesmo em projetos alternativos como o doge, criptomoeda inspirada em um meme de um cachorro da raça Shiba Inu. Foi isso que o Glauber Contessoto fez! O brasileiro investiu cerca de US$ 220 mil de suas economias e hoje possui mais de US$ 2 milhões em sua conta.
Brasileiro foi radicado nos EUA e fez uma aposta no doge
O investidor Glauber Contessoto nasceu em solo brasileiro, mas migrou para os Estados Unidos aos 6 anos com os pais. Também conhecido pelo apelido, Jays Prolifiq, Contessoto se apaixonou pelo hip-hop na adolescência e começou a trabalhar como editor de vídeos após terminar a escola.
Ele se mudou para Los Angeles e conseguiu um emprego que paga US$ 36 mil por ano. Além do emprego como editor de vídeos, Contessoto iniciou sua trajetória como produtor musical e tentava na época marcar shows para um rapper que ele conhecia. O sonho do brasileiro era juntar dinheiro para comprar uma casa em que ele e seus amigos pudessem fazer música juntos.
Apesar do sonho, Contessoto passou anos dormindo no sofá de amigos para tentar economizar. Em 2019, o brasileiro começou a comprar ações de grandes empresas como a Tesla e o Uber no aplicativo Robinhood. A cada rendimento, Contessoto comprava mais ações pelo aplicativo.
Em meio a isso, Contessoto perdeu parte de seus investimentos após uma aposta de compra errada. Inconformado com a perda, ficou fascinado após ler um texto sobre o dogecoin no Reddit. O brasileiro decidiu investir todo o seu capital na criptomoeda, usando seu saldo na Robinhood, além de empréstimos, conseguindo investir US$ 250 mil. No ano seguinte, viu seu investimento valorizar mais de 6.000%.
O que é e como funciona o dogecoin?
O dogecoin é uma criptomoeda baseada em um meme viral composto por um cachorro da raça japonesa Shiba Inu. Considerada uma criptomoeda meme, o preço do doge decolou após declarações de apoio do bilionário Elon Musk em seu Twitter. O funcionamento é semelhante a outras criptomoedas conhecidas como o bitcoin, funcionando por meio do blockchain no modelo P2P (modelo de negociações que não envolve intermediadores).
Brasileiro planeja vender apenas 10% da sua fortuna em Dogecoin
Mesmo com aproximadamente US$ 2 milhões na conta (cerca de R$ 11 milhões em conversão direta), Contessoto não pensa em vender seus ativos de Dogecoin. Até então, o investidor não vendeu nenhuma dogecoin de sua carteira e trabalha como produtor musical, sendo criador de conteúdo para o YouTube e fazendo publicidade para empresas do segmento.
No início, mesmo com os riscos, Contessoto ressalta que estudou a oscilação da criptomoeda por semanas e se fez uma promessa de que não iria tirar nada de sua carteira por um ano inteiro. Tanto que Contessoto deixou de ser milionário por alguns dias após uma forte queda do dogecoin no mercado, o que se reverteu pouco tempo depois.
O investidor ressalta para seus seguidores que não é um consultor de finanças, então recomenda investir apenas o que o investidor tiver de renda para perder sem influenciar a renda mensal.
A ideia de Contessoto é retirar apenas 10% da sua fortuna em Dogecoin neste ano, isso porque os impostos caem para 15% após um ano. Como objetivo do futuro, o investidor espera vender parte da sua carteira de doge para abrir a própria gravadora e ser empresário de artistas de hip-hop. A expectativa do investidor é de que o preço do dogecoin continue subindo nos próximos anos, e ele não quer perder lucros por vender muito cedo.
