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Brasil tem várias portas de entrada para estudantes estrangeiros

Uma das iniciativas apoiadas pelo governo já abriu oportunidades para mais de 10 mil estudantes estrangeiros no país

No Brasil, entrar em uma sala de aula pode ser como estar em contato com culturas de diversos países. Inglês, francês, italiano, espanhol e árabe são apenas alguns dos idiomas e sotaques que se pode ouvir nos corredores de escolas e faculdade. Isso porque diferentes instituições educacionais no país abrem portas para que estudantes estrangeiros possam fazer intercâmbios e conhecer um pouco mais da cultura verde-amarela.

Alguns programas são conduzidos pela iniciativa privada e outros com apoio do governo. Diversos projetos oferecem moradia, alimentação e ainda cursos intensivos de português para estrangeiros.

Os passos para participar dos intercâmbios brasileiros variam conforme os requisitos estabelecidos pelos programas de ingresse de estrangeiros. A maioria, por exemplo, exige que os estudantes apresentem exame de proficiência na língua portuguesa e certificado de conclusão de ensino médio.

Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G)

O Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G) foi criado em 1965 com objetivo de disponibilizar a alunos de outros países a oportunidade de estudar em instituições de ensino superior brasileiras. A iniciativa é administrada pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Divisão de Temas Educacionais, e pelo Ministério da Educação em parceria com universidades públicas e privadas.

O principal intuito do programa é ajudar na difusão da cultura do Brasil pelo mundo e na internacionalização das universidades do país. O Ministério das Relações Internacionais estima que mais de dez mil estudantes de quase 70 países já tenham participado do programa.

Os estrangeiros interessados devem realizar uma inscrição junto às missões diplomáticas brasileiras ou repartições consulares. O PEC-G seleciona estudantes de outros países entre 18 e 23 anos e com ensino médio completo para cursar gratuitamente uma graduação no Brasil.

São selecionados preferencialmente pessoas inseridas em programas de desenvolvimento socioeconômico acordados entre o Brasil e outras nações. Os acordos determinam a adoção pelo compromisso do aluno regressar ao seu país e contribuir com a área na qual se graduou.

Além disso, para participar do programa, os estudantes precisam atender a outros critérios, como provar que conseguem custear suas despesas no Brasil. Após a seleção do PEC-G, eles são direcionados ao curso de português para estrangeiros e devem passar pelo exame Celpe-Bras, para certificar conhecimento no idioma.

International Association for the Exchange of Students for Technical Experience (Iaste)

A International Association for the Exchange of Students for Technical Experience (Iaste) é um projeto para estudantes universitários ou recém-formados que buscam por experiências em países estrangeiros. O principal objetivo desse projeto é fomentar a prática de intercâmbio entre estudantes e organizações. 

A Iaste é uma entidade não governamental, apolítica e sem fins lucrativos, membro consultiva da Unesco, fundada em 1948.

Os intercâmbios da iniciativa possuem duração de um a 12 meses e acontecem em mais de 80 países ao redor do mundo. Dessa forma, tanto brasileiros podem participar quanto pessoas de outras nacionalidades.

No caso desse programa, os estudantes já são universitários e têm acesso a vagas em empresas ou oportunidades de trabalho voluntário. A Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil (Abipe) auxilia nesse processo e também na disponibilização de casas de família e repúblicas dispostas a receber os estrangeiros.

A iniciativa funciona por meio da reciprocidade entre os países envolvidos e a pontuação alcançada pelos participantes. Na grande maioria, os jovens selecionados apresentam entre 20 a 30 anos e falam ao menos dois idiomas. Os estudantes são classificados conforme os pontos que acumularem, oferecendo benefícios ao programa.

Segundo o site do projeto, as bonificações podem ser obtidas ao oferecer vagas para estrangeiros em empresas ou Universidades, oferecer hospedagem, indicar amigos para se inscrever no Iaste, buscar estudantes estrangeiros nos aeroportos ou rodoviárias, organizar palestras e participar de atividades sociais promovidas pelo programa.

Quanto mais pontos acumulados, mais chances o estudante terá de escolher as melhores vagas para intercâmbio. Os selecionados recebem bolsa-auxílio para ajudar nas despesas básicas como transporte e alimentação.

Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) começou a ser estruturada em 2007, em convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Itaipu Binacional. O objetivo da instituição é ofertar cursos de interesse mútuo aos países da América Latina, com ênfase no Mercosul, em campos considerados estratégicos para o desenvolvimento e a integração regional.

O ingresso para estudantes não brasileiros ocorre uma vez por ano, por meio de um processo seletivo internacional. Não é necessário realizar provas e, sim, ter um desempenho acadêmico esperado pela instituição.

Além disso, os interessados precisam ter concluído o ensino médio, ter idade mínima de 18 anos, residir no Brasil ou em qualquer país de língua espanhola da América Latina há pelo menos 12 (doze) meses antes da data do registro e possuir certificado de proficiência em espanhol ou na língua portuguesa, ambos reconhecidos internacionalmente.

Ivanildo Bastos

Ivanildo Bastos é comunicador, radialista e locutor, atualmente cursando Jornalismo. Licenciado em Biologia, atua como repórter da Criativa On Line há 22 anos, destacando-se pela experiência, dedicação e compromisso com a informação de qualidade.

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