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Merge: entenda a maior transformação da rede Ethereum

Mudança visa tornar o negócio mais rentável e ecológico

O Ethereum, a segunda criptomoeda mais conhecida do mundo, vai passar por uma grande transformação, que visa um modelo de negócio mais ecológico e seguro. A aguardada fusão – “merge”, em inglês – irá alterar o sistema de consenso do Ethereum, que é a forma como os participantes da rede validam as transações e adicionam novos blocos à blockchain, e promete diminuir o consumo de energia na mineração de criptomoedas.

O que é a fusão do Ethereum?

A fusão consiste no processo de união da camada de execução do Ethereum com a chamada camada de consenso Beacon Chain, que se baseia no sistema proof-of-stake (PoS). Com a junção dessas duas camadas, a forma como os usuários irão validar os blocos na blockchain será exclusivamente pelo PoS.

No modelo antigo, a rede é protegida pelos usuários ao redor do mundo, que utilizam seu poder computacional para validar e criar novos blocos. Esse sistema beneficia os usuários que possuem computadores com grandes capacidades de processamento, pois conseguem

sair na frente e recebem recompensas em forma de criptomoeda, gerando uma concorrência entre os validadores.

Já no modelo PoS, essa concorrência não existe, pois ela usa um processo de eleição para escolher de forma aleatória quem irá validar ou adicionar o próximo bloco na blockchain. Para fazer parte dos validadores, o usuário precisará bloquear no mínimo 32 ETH, pois, caso não faça o serviço de forma correta, será punido com a perda das criptomoedas.

Outro fator importante que levou a essa fusão foram os frequentes problemas na rede proof-of-work, que já não era capaz de comportar o grande volume da rede, gerando muita lentidão nas transações. Ainda que o novo modelo não gere melhorias significativas em relação a velocidade de transações em um primeiro momento, ele abre o caminho para futuras atualizações que serão focadas em estabilidade.

Por que o novo modelo é mais ecológico?

O antigo modelo de mineração, que é a forma como os usuários criam as moedas virtuais, requer um alto consumo de energia, pois necessita de um grande poder operacional. Segundo dados da Fundação Ethereum, essa forma de mineração consumia uma quantidade de energia equivalente ao consumo da Holanda. Com essa transição, os gestores da empresa afirmam que essa demanda energética será reduzida em 99,99%.

Esse alto consumo era apontado frequentemente como um grande vilão ambiental. Isso porque, durante secas e grandes ondas de calor, período onde a eletricidade fica mais escassa, as mineradoras eram acusadas de gastar altos índices de eletricidade.

O Ethereum é uma das criptomoedas mais seguras e populares do mundo. Para pessoas que querem investir nessa criptomoeda, que vem crescendo cada vez mais, é possível comprar Ethereum através de uma plataforma segura e aproveitar esse momento de transição para investir.

Ivanildo Bastos

Ivanildo Bastos é comunicador, radialista e locutor, atualmente cursando Jornalismo. Licenciado em Biologia, atua como repórter da Criativa On Line há 22 anos, destacando-se pela experiência, dedicação e compromisso com a informação de qualidade.

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