
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca na China no próximo dia 26 de março, segundo informação do Estadão, para uma agenda de cinco dias no país com uma comitiva com mais de 200 pessoas dentre empresários, ministros, parlamentares que fazem parte da cúpula do Congresso e governadores.
O chefe do Executivo baiano, Jerônimo Rodrigues (PT), será um dos integrantes da comitiva e deixará o seu vice, Geraldo Junior (MDB), no comando no governo do estado.
Além do governador baiano, devem estar na comitiva o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT).
O tamanho da comitiva oficial do petista se justifica pelo fato de a China, desde 2009, ser a principal parceira comercial do Brasil. Além do mais, em 2022, os chineses tiveram um superávit de US$ 61,8 bilhões.
O governo brasileiro tem interesse em ampliar as exportações de carne ao país e vender, através da Embraer, vender a linhas aéreas chinesas seu mais novo avião comercial, um jato de médio porte 190 E2.
Quanto ao empresariado, de acordo com o Estadão, estarão na comitiva oficial representantes de 140 setores da economia brasileira. Quem ficou a cargo de selecionar parte de quais grupos estariam na viagem foi o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a quem Lula perguntou quais setores seriam mais relevantes para a visita a China. “Eu disse: ‘Olha, é difícil saber qual área não é relevante’ “, respondeu Alckmin ao Estadão, apontando que do agronegócio à mineração, passando por aeronáutica, indústria, serviços e tecnologia, todos os setores querem acompanhar a comitiva ao país asiático. “É um overbooking de empresários”, comparou.
Além do vice-presidente, estão responsáveis para selecionar os empresários que irão ao país asiático, o ministro Alexandre Padilha, pela Secretaria de Relações Institucionais/Conselho de Desenvolvimento, Econômico e Social; e Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil.
