
O Vitória, nos últimos anos, tem seguido uma tendência ao improvável. E não necessariamente em um sentido positivo ou negativo. Perde, com alguma frequência, para equipes pequenas, cujo histórico de confrontos é favorável ao Leão, mas embala sequências de triunfos e recuperações inimagináveis, a exemplo do que ocorreu na Série C, no ano passado, quando o time conseguiu o acesso após passar parte significativa do certame no setor mais inferior da tabela.
Nesta quinta-feira, 23, o Rubro-Negro tem a possibilidade de iniciar o que tem sido uma espécie de sina nos últimos tempos na vida do clube. Pega o Náutico, às 19h, no Barradão, pela Copa do Nordeste, e inicia uma sucessão de jogos difíceis no campeonato regional. Se vencer, ganha novo sopro de confiança para os subsequentes desafios e na direção de uma recuperação improvável.
A equipe tem apenas dois pontos, ocupa a sexta colocação do Grupo A e encara, além do Timbu, Bahia, Ceará e, na última rodada, o Campinense. Desafios imensos para um time que vem tendo dificuldade com adversários mais fracos (e com menos tradição) no Baiano.
No primeiro duelo, há um certo equilíbrio no histórico de confrontos. Ao todo, 38 jogos foram disputados entre o Vitória e o Náutico. Os pernambucanos levam a melhor por um triunfo. Enquanto o Leão ganhou 14 vezes, o Timbu venceu 15, além de nove empates. A maior parte dos resultados positivos do Rubro-Negro ocorreu no Barradão, palco do jogo de hoje. A equipe baiana venceu 10 vezes na Toca. Já o Náutico ganhou apenas 6 partidas.
Nos últimos dez anos, porém, em sete partidas disputadas, o Leão não logrou sequer uma vitória. O Náutico levou a melhor em três oportunidades e o jogo terminou em empate nas outras quatro. A partida entre os dois clubes, ao mesmo tempo, aciona uma lembrança muito positiva na memória dos torcedores rubro-negros.
Bons tempos
Em 2010, na excelente campanha do time na Copa do Brasil, da qual foi vice-campeão, o Vitória venceu o Náutico por 5 a 0 no Barradão, com golaços de Ramon Menezes e Renato Ribeiro, ambos de falta, e em uma bela arrancada de Nino Paraíba. O time ainda perdeu três pênaltis na partida – dois cobrados por Ramon e outro pelo goleiro Viafara. A situação do Vitória está longe da qualquer proximidade com aquele time de 2010. Mas o caráter improvável do Leão também pairava naqueles tempos.
O Náutico vive uma situação confortável no Nordestão, na segunda posição (com um jogo a menos do que o líder Sergipe) e, se triunfar hoje, pode assumir o topo do Grupo B. Mas vem de uma derrota para o Sampaio Corrêa. Para a partida, o Timbu não vai contar com a presença do meia Gabriel Santiago, emprestado pelo Vitória e que também está tratando uma lesão.
Do lado rubro-negro, o técnico Léo Condé ainda busca o seu primeiro triunfo. Já são três partidas, uma derrota e dois empates no comando do Leão. A equipe não deve ter mudanças significativas para o jogo. É possível que Wellington Nem, que entrou bem na partida contra o ABC no último sábado, comece jogando no lugar do oscilante Nicolás Dibble. O atacante concedeu entrevista coletiva ontem e falou da sua estreia.
A Tarde
