
O governador Jerônimo Rodrigues visitou, neste domingo, 19, o Plantão Integrado de Direitos Humanos, nas instalações do Procon, no circuito Osmar, em Salvador, para conhecer de perto o trabalho realizado no Carnaval pelas secretarias estaduais de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades).
Até o sábado, 18, foram registradas 2.480 ocorrências nos circuitos da festa, sendo 2.191 relacionadas a situações de vulnerabilidade/risco social e violação de direitos de crianças e adolescentes. O governador também conheceu a equipe que trabalha realizando a tradução para libras no espaço integrado.
“Essa é também a hora do nosso bloco ir para a rua e resistir a qualquer tipo de preconceito. Então aqui hoje viemos dizer sim ao respeito e não a qualquer tipo de agressão ou desrespeito às pessoas. O nosso bloco é o do respeito”, ressaltou Jerônimo.
Durante o Carnaval, o espaço tem atuado não só no registro, mas no encaminhamento e notificação das instituições. De acordo com o secretário da pasta de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o trabalho é realizado de forma efetivamente integrada na proteção, promoção e garantia de direitos.
“Temos ficado aqui no plantão durante todo o tempo, trabalhando junto para que possamos garantir um Carnaval de paz e tranquilidade para todo mundo”, declarou o secretário. A secretária da Promoção Da Igualdade (Sepromi), Ângela Guimarães, também esteve no local para acompanhar o trabalho dos técnicos e servidores, e celebrou que esse ano houve uma queda expressiva nas ocorrências de racismo e intolerância religiosa nos circuitos.
“Felizmente, a gente está tendo um papel muito mais educativo, de prevenção. São baixos os registros de crimes de cunho de discriminação étnico-racial. A gente teve um crime no circuito Barra-Ondina, que foi registrado, inclusive porque afetou uma policial militar negra. Então foi imediatamente ali identificado o flagrante, a pessoa presa e encaminhada para a delegacia. E tivemos outra ação da Ronda Maria da Penha, que identificou e fez o devido encaminhamento a um crime de intolerância religiosa”, revelou.
A Tarde
