
Uma história vencedora sempre levará consigo a responsabilidade de estar sujeito ao alto nível de exigência. Na Copa do Nordeste, os três clubes baianos precisam iniciar recuperação no torneio e honrar o peso do futebol baiano na competição. O Estado ganhou oito das 19 edições que já ocorreram. Bahia e Vitória dividem a liderança em taças erguidas, com quatro cada. O Atlético, por sua vez, busca o primeiro título. Hoje, o Tricolor abrirá a rodada para o trio e terá parada dura. Contra o Fortaleza, na Fonte Nova, o time terá seu primeiro desafio ‘nível Série A’, em um duelo que contou com preparação especial durante a semana.
Acostumados com grandes campanhas no torneio, os baianos não vivem boa fase na atual temporada. No Grupo A, o Atlético de Alagoinhas, com nenhum ponto conquistado, está logo atrás do Leão, que é penúltimo. A situação não é muito diferente no Grupo B, no qual o Bahia também é penúltimo e está à frente somente do Campinense. Ou seja, dos quatro piores colocados de toda a competição, três são nossos representantes estaduais. O Carcará, inclusive, lamenta a defesa mais vazada da competição, com cinco gols sofridos.
As últimas edições também não foram positivas. O Rubro-Negro ficou de fora no ano passado após cair para o Botafogo-PB ainda na Pré-Copa do Nordeste. O time do interior fez história, chegou até às quartas de final, mas acabou eliminado com goleada frente ao Fortaleza. O desempenho fez do Atlético o melhor baiano no Nordestão em 2022, já que o Tricolor caiu ainda na fase de grupos. O Esquadrão de Aço, no entanto, quer mudar essa incômoda situação. Depois de garantir a classificação no Campeonato Baiano, o técnico Renato Paiva poupou esmagadora parte do elenco principal e mandou um plantel recheado de jogadores da base para encarar o Doce Mel.
A Tarde
