
Em gesto há anos cobrado pelo Brasil, O presidente Joe Biden anunciará nesta sexta-feira, 10, a participação dos EUA no financiamento para lidar com o desmatamento e a proteção da Amazônia. O mecanismo havia sido desmontado por uma iniciativa do governo de Jair Bolsonaro e retorna no novo governo Lula.
Nesta sexta, Lula e Biden irão se reunir na Casa Branca, em Washington. O presidente brasileiro desembarcou nos EUA na noite de quinta-feira, 9, quando os últimos detalhes do financiamento americano estavam sendo negociados. As informações são da coluna de Jamil Chade, no UOL.
A coluna ainda aponta que os americanos também sinalizarão sua intenção de que os recursos sejam canalizados por meio do Fundo Amazônia, ainda que detalhes estejam abertos a uma negociação. Além disso, o governo americano acenou às autoridades brasileiras que a iniciativa financeira é unilateral e apenas um início de um projeto maior. Os recursos devem ser detalhados nesta sexta.
O clima deve ser o principal tema do encontro entre Lula e Biden. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, também acompanhará o presidente, e tem insistindo na necessidade de que os países ricos façam sua contraparte ao desembolsar recursos para ajudar os emergentes a lidar com a situação climática e ambiental.
De acordo com a coluna de Jamil Chade, no UOL, o encontro entre Lula e Biden irá durar cerca de uma hora. Eles conversarão na companhia do chanceler Mauro Vieira e do assessor especial Celso Amorim, além do secretário de Estado Antony Blinken. Em um segundo momento, ministros entrarão na reunião, entre eles Fernando Haddad, Marina Silva e Anielle Franco.
No país, Lula será hospedado na Blair House, local que o governo dos EUA destina aos chefes de estado que visitam Biden. O presidente brasileiro terá a segurança reforçada por autoridades americanas em meio a convocação dos protestos por parte de grupos bolsonaristas nas diferentes redes sociais.
A Tarde
