
Se tem gente que acabou de chegar, como o técnico Eduardo Barroca, também tem atleta que usou a camisa tricolor como sua segunda pele neste ano. Nesse assunto, não tem como não falar de Daniel, jogador que mais atuou pelo Bahia na temporada e ficou de fora apenas em quatro ocasiões das 36 rodadas disputadas na Série B. Contudo, o meia está suspenso do próximo duelo pelo terceiro cartão amarelo e não tem substituto com características semelhantes. Assim, o treinador terá que fazer algo diferente para suprir a ausência do camisa 10.
E agora, Barroca? O meia está fora, não tem substituto direto e o jogo pode ser o do acesso. O meia referência para o Esquadrão entrou sempre que esteve disponível, mesmo quando começou um jogo no banco de reservas. Sem outro articulador para substituir Daniel, não há como manter exatamente a mesma forma de jogar, independentemente de quem atue no lugar. Com dois gols marcados e quatro assistências distribuídas, o papel do atleta foi sobretudo de abastecer seus companheiros do ataque, mas outras alternativas possíveis podem tornar o time mais defensivo ou com maior poder ofensivo, sempre com menos equilíbrio.
Como chegou há pouco, essa também é a primeira vez que o comandante terá que lidar com esse dilema. Porém, os técnicos anteriores passaram por essa situação. Das quatro oportunidades em que Daniel não entrou, a primeira foi na oitava rodada. O confronto foi contra a Ponte Preta, na Arena Fonte Nova, e o jogo terminou com triunfo do Tricolor por 2 a 1. À época, Guto Ferreira resolveu por Rezende e sinalizar uma atitude mais defensiva do time. O mesmo fez Enderson Moreira, duas vezes. Na 21ª rodada, contra o Náutico, e na 32ª rodada, contra a Chapecoense. A estratégia funcionou na primeira vez, com um sonoro 3 a 0, mas acabou sendo um tiro pela culatra na segunda, quando a Chape derrotou o Bahia por 3 a 1, em Santa Catarina.
Ainda sob o comando de Enderson Moreira, o Tricolor teve mais uma variação sem Daniel em campo. Pela 31ª rodada, o Esquadrão empatou com o Operário por 2 a 2, em casa, mas o esquema foi diferente. Ao invés de por mais um homem de meio-campo, o técnico decidiu recuar Ricardo Goulart e fazer um trio de ataque com Vitor Jacaré, Matheus Davó e Marco Antônio. Nessa partida, o próprio Goulart conseguiu deixar o dele.
A Tarde
