
Um dia após se manifestar em defesa do processo eleitoral brasileiro, o presidente da Intelis, União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Daniel Almeida de Macedo, deixou o comando da entidade. A manifestação aconteceu após o presidente Jair Bolsonaro (PL) se reunir com embaixadores estrangeiros para atacar as eleições.
A manifestação dos servidores da Abin irritou o Palácio do Planalto e setores que cuidam diretamente da segurança do presidente da República, como o GSI, já que a mensagem foi interpretada como uma derrota de Jair Bolsonaro em relação a um órgão que ele imaginava ter total controle.
Macedo foi eleito presidente da Intelis em 13 de junho e tomou posse em 1º de julho deste ano. Na quarta-feira, 20, os servidores divulgaram um comunicado afirmando que os profissionais de inteligência têm “prestado apoio técnico especializado à Justiça Eleitoral no fornecimento e implementação de sistemas e dispositivos criptográficos, que contribuem para a autenticidade, confidencialidade e inviolabilidade dos programas e dados das urnas utilizadas no país”.
Ainda de acordo com a entidade, a urna eletrônica e o sistema utilizado por ela é seguro e “tem resistido com sucesso às diversas tentativas de ataques executadas durante testes públicos de segurança da plataforma, como reconhece publicamente o Tribunal Superior Eleitoral”.
O Antagonista | A Tarde
