Política

MDB vai recorrer de decisão que manteve mandato de Trindade

Presidente regional diz que MDB não quer obrigar permanência de Trindade no partido: "Queremos o mandato"

O ex-deputado federal e presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima, disse que o partido irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TER-BA) que julgou improcedente a ação judicial da sigla para requerer o mandato do vereador Maurício Trindade (PP), alegando infidelidade partidária por parte do edil. Ele deixou o MDB para ir para o Progressista.

“Vamos recorrer da decisão. Não tenho o que comentar do que o TRE decidiu. O Caminho certo da Justiça agora é questionar nas instâncias superiores. Não que obrigar que Trindade fique no MDB. O que queremos é algo que nos pertence: o mandato de vereador”, declarou.

Lima aponta que o ex-companheiro de partido só conseguiu se eleger em 2020 por causa dos votos da sigla. “O vereador não foi eleito por votos próprios, mas da somatória do quociente eleitoral que elegeu dois vereadores do partido. Ao sair do MDB, ele levou essa vaga. Não concordamos com isso. A Legislação nos protege”.

Como justificativa para a saída do MDB, o vereador Maurício Trindade alega que a sua ex-sigla mudou ideologicamente ao se aliar ao PT, ao ponto de indicar o presidente da Câmara Municipal de Salvador, o vereador Geraldo Júnior, a vice na chapa petista ao Palácio de Ondina.

O presidente de honra do MDB baiano rebate essa assertiva de Trindade dizendo que o seu partido não mudou, as circunstâncias que mudaram. “Não houve mudança de posicionamento. São eleições diferentes. Em 2020, apoiamos Bruno Reis para a Prefeitura, mas em 2018 lançamos candidato próprio ao governo. A tendência este ano é que teríamos uma chapa nossa ou decidiríamos pelo melhor para a Bahia”.

Lima conta que um apoio a Bruno Reis nas eleições municipais de 2018, na época no Democratas, era um apoio ao candidato e não à sigla e que apoiar. “Não sabíamos que o Democrata teria candidato em 2022, se seria ACM Neto e se ele iria até o final. Em 2018 ele desistiu. Não tinha como saber”.

O MDBista questiona ainda o que chama de “falta e coerência” de Trindade, já que ele migrou para o PP, partido que é muito próximo ao governo do presidente Jair Bolsonaro, mas que na Bahia não segue no apoio do Governo Federal. “O partido que ele está não apoia nem o presidente da República. Isso sim que é uma discordância de partido. Apoiar qualquer candidato que apareça. O partido que ele está é que defende o palanque aberto.

A Tarde

Magno Bastos

Fez Rádio e TV, Pedagogia é Especialista em Direito Educacional, Cronista Esportivo, Mestre de Cerimônia Locutor, Repórter, Apresentador e Produtor

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