O Bahia está longe de ter um elenco dos sonhos dos seus torcedores, mas nessa boa largada do clube na Série B, quando chamados, os reservas da equipe têm dado conta do recado e até roubado o protagonismo dos titulares na competição, sobretudo nos jogos na Arena Fonte Nova. E é justamente de uma resposta forte do grupo que o treinador Guto Ferreira precisa nesse momento em que o time se prepara para encarar o Operário-PR, no sábado, 11, fora de casa, e tem vários desfalques importantes por lesão ou suspensão.
Dos seis jogos que fez e venceu como mandante, o Esquadrão venceu metade deles com gols de jogadores que vieram do banco. Foi assim na estreia contra o Cruzeiro, com dois de tentos de Jacaré, na histórica virada contra o Criciúma, com dois de Davó, e no clássico com o Sport na última quarta-feira, novamente com Jacaré.
Não bastassem os nove pontos diretamente proporcionados por reservas, de uma maneira geral, boa parte dos atletas suplentes têm dado boa resposta a Guto Ferreira. O lateral Djalma e o centroavante Ryan, por exemplo, mudaram a cara do jogo contra o Azuriz que deu a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil. Já os sempre requisitados Didi, Emerson Santos, e mais recentemente Mugni, não têm deixado lacunas nas saídas dos titulares, muitas vezes superando suas performances, como no caso do argentino e do zagueiro nos duelos com Criciúma e Sport.
“É questão de escolhas e o mais importante é que os jogadores vêm entrando e dando resultado, e o time está lá em cima”, disse o técnico Guto Ferreira após a partida contra os pernambucanos, falando sobre as opções que leva para o banco de reservas. E ele vai precisar de novo dos suplentes para encarar o Operário, no sábado, no Paraná, quando não poderá contar com Patrick, suspenso, além de Rezende e Marco Antônio, vetados pelo departamento médico.
A Tarde
