Nos últimos anos, os serviços de streaming têm crescido cada vez mais, e grande parte das pessoas assinam ao menos uma plataforma de streaming com serviços on-demand. O mundo todo está conectado e compartilhando as experiências dos filmes e séries disponíveis nessas plataformas.
Os cinemas, em contrapartida, passaram a ser deixados um pouco de lado. Esse movimento foi impulsionado ainda mais pelas recentes restrições vividas em todo o mundo, as quais fizeram com que esses estabelecimentos fechassem as portas durante um período.
Há pouco tempo as salas de cinema voltaram a funcionar normalmente, porém as plataformas de streaming já haviam conquistado o público e dispersado os espectadores.

Todos migraram para o streaming?
Segundo a ExpressVPN, o termo idade tecnológica se refere a como as pessoas utilizam a tecnologia e os dispositivos tecnológicos disponíveis. Basicamente, cada geração apresenta um comportamento diferente diante da tecnologia, o que explica, por exemplo, por que a faixa etária média dos usuários do Instagram difere daquela dos usuários do Facebook.
As plataformas de streaming tendem a abranger a idade tecnológica do público em geral, uma vez que suas características mais atraentes são a possibilidade de assistir a filmes no conforto de sua casa, poder pausar quando necessário, e até mesmo escolher outro filme a qualquer momento. O quesito on-demand conquista os espectadores por sua comodidade e praticidade.
Só no Brasil, mais de 64% da população assina no mínimo uma plataforma de streaming. Ao redor do mundo, cerca de 1,7 bilhões de pessoas consomem esse tipo de serviço regularmente. No entanto, algumas pessoas não consideram essas plataformas como competidoras dos cinemas.
Para esse público, as duas experiências são diferentes, e uma não substitui a outra. Enquanto o streaming traz conforto e comodidade, o cinema proporciona um momento de diversão coletiva, além de uma experiência de imagem e som que dificilmente seria alcançada com dispositivos domésticos.

Novos meios não excluem meios existentes
De fato, os cinemas perderam parte da sua popularidade, não sendo mais tão aclamados como antes do advento do streaming. Entretanto, isso não nos permite afirmar que tenham desaparecido. O mais provável é que passem a ter o mesmo encanto dos CDs e vinis.
Antigamente, os discos de vinil e os CDs estavam entre os poucos meios disponíveis para ouvir música, ao passo que hoje são itens de colecionadores — objetos consumidos pela experiência que proporcionam, mais do que por sua funcionalidade.
O mesmo está prestes a acontecer com o cinema: não visitaremos esses estabelecimentos apenas para assistir a um filme, mas também por querermos ter a experiência do cinema, com telas imensas e uma sonoridade característica. Ou então por querermos, simplesmente, compartilhar esse momento com pessoas queridas, comprar pipoca e sentar em uma poltrona de cinema.
André Sturm, diretor do cinema Petra Belas Artes, na cidade de São Paulo, acredita que em um futuro próximo haverá filmes feitos exclusivamente para plataformas de streaming, ao passo que outros serão produzidos especialmente para serem exibidos nas grandes telas.
Tudo indica, portanto, que a diminuição da popularidade dos cinemas não implica em seu desaparecimento, mas sim em uma mudança no modo e frequência com que serão usufruídos pelos espectadores.
