Saúde

Conheça o coquetel que pode evitar óbitos e internações de Covid-19

Fármaco foi aprovado pela Anvisa em abril e será distribuído na rede pública

O coronavírus se tornou o centro da preocupação mundial em 2020, com o estouro da pandemia do vírus que fez com que muitos cientistas e institutos de pesquisa se mobilizassem para encontrar alguma cura da doença. A corrida para rapidamente encontrar ou desenvolver alguma vacina e/ou medicamento para curar e prevenir a doença se iniciou, até chegar a alguns resultados interessantes, como vacinas e, mais recentemente, um coquetel de medicamentos para pessoas que estão com os sintomas mais leves no início da infecção.

O medicamento REGN-COV2 foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no Brasil em abril deste ano e deve ser utilizado somente em casos em que a pessoa tem chances de desenvolver um quadro mais grave da doença, como pessoas com comorbidades (hipertensão, asma aguda, obesidade mórbida, etc.). O coquetel conta com substâncias como casirivimabe e imdevimabe, que são anticorpos monoclonais. Segundo pesquisas da parceira da Regeneron na fabricação do coquetel, a Roche, essa combinação de medicamentos foi capaz de reduzir em até 70% as internações e mortes da doença em um estudo em fase três. Quase quatro mil voluntários participaram da pesquisa, e estes foram divididos em grupos que receberam placebo ou três diferentes dosagens dos fármacos.

Os resultados da pesquisa foram expressivos: após quase um mês de experimento, 4% do total dos participantes (porcentagem que recebeu o placebo) sofreram internações ou óbito. Dos que tomaram o fármaco, a hospitalização ou óbito foi apenas de 1% do total de participantes. A pesquisa ainda aguarda a sua publicação em um periódico científico para qualificar a sua interpretação dos resultados, porém a aprovação da Anvisa é um sinal positivo. O fármaco se popularizou após ser usado como parte do tratamento do ex-presidente americano Donald Trump.

O coquetel é indicado para quem ainda está na fase inicial da doença, pois é feito com base no sangue dos pacientes recuperados do vírus. Desta maneira, a lógica de funcionamento do coquetel é aumentar a defesa temporária do corpo, enquanto o organismo ainda está definindo a quantidade de anticorpos que precisará formar para exterminar o vírus. O paciente precisa ter no mínimo 12 anos para iniciar o tratamento e ter um indicativo de risco de agravamento da infecção. A opção, que ainda está em fase de avaliação para receber resultados mais concretos, é boa, porque pode aumentar a proteção contra o vírus, mesmo enquanto a população ainda está no processo de vacinação.

No mais, enquanto ainda não temos tanta certeza dos resultados, o ideal é manter o isolamento social, usar máscaras, seguir todos os protocolos de segurança da Organização Mundial da Saúde e ter uma geladeira cheia de alimentos capazes de ajudar na imunidade, para evitar a contaminação do vírus.

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