
Assim como todo o mundo, a dupla Ba-Vi sofre nas mãos da pandemia de Covid-19. O Leão, que antes já estava em crise financeira, teve seu problema agravado. O Bahia, que projetava o maior orçamento da história do Nordeste em 2020, arrecadou quase R$ 50 milhões a menos do que o esperado.
Do lado rubro-negro, porém, o buraco foi mais embaixo. O planejamento para 2021 não pôde incluir, como ocorreu no ano passado, a equipe de transição. O calendário apertado mistura Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Tudo sendo disputado com o mesmo elenco. Nesta quarta-feira, 17, o Ba-Vi do Baianão marcará a sétima partida do Vitória na temporada. Só no mês de março, serão, ao todo, oito jogos.
Vale lembrar que o Leão ainda tem dois confrontos pelo Baianão que foram adiados. A decisão da Federação Bahiana de Futebol (FBF) foi motivada por surtos de Covid-19 em adversários do Rubro-Negro: Vitória da Conquista, pela segunda rodada, e Jacuipense, pela quarta. Como a entidade vai alocar os confrontos dentro do prazo que se encerra a primeira fase do certame, o Vitória ainda tem duas partidas para encaixar no calendário.
Enquanto isso, no lado tricolor da capital baiana, as coisas estão mais “tranquilas”. Pelo menos no aspecto físico. Com a garantia do time de transição, apesar da situação financeira, o Bahia pôde descansar entre as temporadas 2020 – que terminou em 25 de fevereiro – e 2021 – que começou em 21 de fevereiro.
Os aspirantes, inclusive, já jogaram campeonato de “time principal”. A estreia da Copa do Nordeste, contra o Salgueiro, marcou o único triunfo do Tricolor no torneio. Na quarta, eles estarão em campo no segundo Ba-Vi do ano. No primeiro, deu Vitória, pelo placar de 1 a 0. No Baianão, os dois clubes estão fora da zona de classificação para a semifinal. O Bahia tem quatro jogos disputados. O Vitória tem dois.
Fonte: A Tarde On Line
