Online e gratuito, a 2ª edição do Cabíria Festival – Mulheres e Audiovisual segue até dia 29 de novembro exibindo filmes e microfilmes e realizando debates, masterclasses e painéis. O evento é dedicado à produção realizada por mulheres e pessoas de identidades de gênero diversas para promover maior representatividade e diversidade nas telas e atrás das câmeras.
Em sua segunda e última semana, na terça, dia 24, às 19h, é a vez da Mesa: “Produção Criativa e Internacionalização” com Elisa Tolomelli (EH! Filmes/BR), Fernanda Lomba (Nicho 54/BR) e Maya Bastian (Canadá), mediadas por Kate Lyra (LATC/BR). A atividade conta com tradução consecutiva. Na quarta, 25, às 19h, acontece o debate especial com a cineasta homenageada Patrícia Ferreira Pará Yxapy que, ao lado da realizadora Luz Jachuka Miri (Missiones/Argentina), falará sobre sua filmografia e processo criativo.
O Painel: “Políticas e iniciativas de ruptura” será na quinta-feira, dia 26, às 10h30m, e reúne cinco diferentes iniciativas em prol da igualdade de gênero no audiovisual, entre elas a alemã Pro-Quote Film, a francesa Collectif 50/50 e a brasileira APAN. A atividade é acessível em libras e tem tradução consecutiva. Na sexta, dia 27, às 11h – é a vez da masterclass com a performer e cineasta alemã Nadja Verena Marcin sobre sua pesquisa que explora a interseccionalidade do feminismo e da arquitetura emocional no audiovisual. A atividade é apresentada pelo apresentado pelo Goethe Institut e tem tradução consecutiva. É importante reservar a vaga através do site do festival.
No último dia, 29, de 19h às 20h, a diretora argentina Andrea Testa (“Niña Mamá”) e a costa-riquenha Antonela Sudasassi (“O Despertar das Formigas”) participam de um debate ao lado de Viviane Ferreira (“Um dia com Jerusa”). Haverá tradução consecutiva. E às 20h, encerrando o festival, será lançado o ebook “Mulheres nas telas e atrás das câmeras”, publicação que reúne 14 textos, entre artigos científicos e críticas de filmes, todos assinados por mulheres, brasileiras pensadoras, pesquisadoras, fazedoras e críticas de cinema. Organizado por Danielle Noronha e Maíra Ezequiel, a obra conta com prefácio da cineasta e pesquisadora Nina Tedesco.
Além dessas atividades, o festival exibe longas e curtas-metragens seguidos de debate e, todos dos dias, sempre às 18h, estreiam duplas de microfilmes da Mostra Imaginários Possíveis. Eles são lançados no site Hysteria e do festival. O projeto, uma parceria com a Hysteria, teve uma curadoria compartilhada que selecionou 22 microfilmes de todo Brasil, com temáticas variadas.
Às quintas e sábados, 26 e 28, sempre às 19h acontecem as sessões gratuitas de curtas online, seguidos de debates, na plataforma Cardume TV. E as sextas e domingos, dias 27 e 29, exibições de longas-metragens sempre às 19h, seguidas de debates. Os filmes podem ser acessados gratuitamente na plataforma Videocamp. É importante verificar os períodos de exibição.
Para participar, basta acessar a programação por meio de cadastro simples nas plataformas Videocamp, para títulos de longas e médias-metragens e Cardume, para os curtas, que terão sessões online seguidas de debate. Painéis, mesas e masterclasses terão lives no Youtube do festival. Para conferir toda a programação é só clicar no site: www.cabiria.com.br
Realizado presencialmente no Rio de Janeiro em sua primeira edição e agora disponível para todo o país no formato virtual, em atenção às restrições sanitárias do COVID-19, o evento promove um encontro entre audiência, cadeia produtiva e cineastas do Brasil e dos países convidados – Alemanha, Argentina, Canadá, Costa Rica e França – em busca de reflexões, ampliação de redes e impulsionamento de talentos.
A partir do tema “Imaginários possíveis, rupturas em processo”, o recorte da curadoria reforça os desejos de compartilhar a diversidade de atuações no audiovisual. A proposta é estimular o rompimento com ciclos históricos de violência e silenciamento de grupos com pouca representatividade no setor – e na sociedade como um todo -, expressando subjetividades e imaginários que se tornam possíveis através das telas. Como uma síntese simbólica do tema, a cineasta homenageada é a Patrícia Ferreira Pará Yxapy, indígena da etnia Mbyá-Guarani, com uma mostra de 11 filmes, incluindo um título no qual é personagem.
O festival é uma expansão do Cabíria Prêmio de Roteiro, que desde 2015 premia histórias escritas e protagonizadas por mulheres. Para esta edição, foram mais de 250 inscrições nas categorias de longa de ficção, argumento infantojuvenil de longa ficção, piloto de série de ficção e documental. As premiadas participarão do Cabíria LAB, entre de 30 de novembro a 5 de dezembro, um ambiente de estímulo ao desenvolvimento das histórias através de consultorias.
O Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual conta com uma talentosa equipe de colaboradoras, além de uma rede que reúne 33 parcerias dedicadas a transformar a sociedade num lugar mais diversificado e igualitário. As organizadoras acreditam que, em tempos marcados por profundas crises políticas e de constantes ataques à democracia, é ainda mais vital a união de forças.
