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Saúde Mental das crianças precisa de atenção em tempos de Pandemia

Os impactos da pandemia do coronavírus na saúde mental já está sendo 
sentido por todos, mas o que pouca gente tem parado para olhar é como 
fica a saúde mental das crianças neste período difícil que estamos 
enfrentando. Normalmente acostumadas com uma rotina agitada correndo, 
brincando, pulando e rodeadas de amigos, os pequenos têm sentido os 
efeitos de ficar o dia todo dentro de casa no isolamento social. Longe 
da escola, creche e/ou da casa de parentes a que estavam habituadas, 
elas ainda têm que lidar com o ensino a distância, um formato até 
então inédito para o ensino formal.

Segue abaixo sugestão de nota com participação do psicólogo Damião 
Silva. É possível publicar?
O especialista está a disposição para entrevistas.

Atenção imagem anexa ilustrativa da INTERNET.

Qualquer dúvida me avise.
Beijos
Ana Carolina de Freitas

Saúde Mental das crianças precisa de atenção
Psicólogo explica como manter os pequenos saudáveis mentalmente 
durante a quarentena e dá dicas de como enfrentar esse momento

Os impactos da pandemia do coronavírus na saúde mental já está sendo 
sentido por todos, mas o que pouca gente tem parado para olhar é como 
fica a saúde mental das crianças neste período difícil que estamos 
enfrentando. Normalmente acostumadas com uma rotina agitada correndo, 
brincando, pulando e rodeadas de amigos, os pequenos têm sentido os 
efeitos de ficar o dia todo dentro de casa no isolamento social. Longe 
da escola, creche e/ou da casa de parentes a que estavam habituadas, 
elas ainda têm que lidar com o ensino a distância, um formato até 
então inédito para o ensino formal.

Para o psicólogo Damião Silva, a principal dica para lidar com essa 
situação é tentar manter uma rotina: “É preciso manter uma organização 
das tarefas escolares, das atividades de lazer, alimentação e higiene. 
  Gastar energia com brincadeiras e atividades físicas no quintal, na 
sala, onde for possível. Fazer as refeições juntos e conviver com 
qualidade longe das telas o máximo de tempo possível. Já estamos 
online o tempo todo, seja para o trabalho ou escola. Então é 
fundamental deixar de lado, computador, tv e tablets. Aproveite o 
momento para incentivá-los a ler mais e praticar exercícios”.

O especialista alerta os pais a ficarem atentos a alguns sinais e 
sintomas que podem ocorrer no decorrer do tempo. “É mito acreditar que 
depressão, ansiedade e outros transtornos de humor e afetivos é um 
fenômeno apenas do mundo adulto. O diagnóstico é um pouco mais 
complicado para as crianças, por isso aos primeiros sinais é sempre 
bom procurar um profissional de saúde mental psicólogo ou psiquiatra, 
pois muitas vezes esses sinais podem ser confundidos com birras, mau 
humor, tristeza ou simplesmente agressividade. A depressão infantil 
está cada vez mais frequente em crianças e adolescentes”, alerta Damião.

Tristeza, medo, desanimo, alterações do sono, alterações do padrão 
alimentar, irritabilidade e isolamento, são sintomas até comuns nesses 
momentos, mas devemos prestar atenção na intensidade, frequência e os 
prejuízos para vida cotidiana.
“Aqueles que apresentarem sintomas incapacitantes, que causam um 
sofrimento intenso e que mesmo com o apoio da família não está 
cessando, é hora de investigar melhor”, esclarece o especialista.

O psicólogo destaca também que o diálogo entre pais e filhos é 
essencial neste momento para que a criança seja corretamente informada 
e, com isso, os sentimentos de medo e insegurança, que são normais 
nessa fase, sejam cuidados de maneira adequada. Além disso, Damião 
recomenda estimular as crianças a expressar seus sentimentos por meio 
de desenhos e estratégias em que haja aspecto lúdico.

“Os pais devem dialogar sempre com a verdade e o máximo de clareza 
possível de acordo com a idade e nível de compreensão das crianças, 
além de observar as reações dela e acolhê-la, minimizando processos 
ansiosos”, finaliza.

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