Trump fala sobre a situação do novo coronavírus nos EUA durante coletiva de imprensa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que convocará a Lei de Produção de Defesa diante da pandemia do novo coronavírus. Durante uma coletiva nesta quarta-feira (18), ele chamou a doença de “vírus chinês” e classificou o surto como um “evento trágico”.
“Assim que terminarmos esta coletiva, eu assinarei a lei”, afirmou Trump. A Lei de Produção de Defesa, de 1950, prevê a expansão da produção de máscaras e equipamentos de proteção para prevenir a disseminação do COVID-19.
Trump também disse se considerar um presidente em tempos de guerra em razão das medidas que teve que tomar para enfrentar o avanço do coronavírus. “Eu vejo isso, de certa forma, [sou] um presidente em tempos de guerra”, disse o presidente americano.
“Quero dizer, nós estamos lutando. É uma situação muito difícil pela qual passamos. Você tem que tomar decisões. Fechar partes da economia que seis semanas atrás estavam na melhor situação da história”, continuou Trump. “Tínhamos a melhor economia da história. E então, um dia, temos que fechar tudo para derrotar esse inimigo. E vamos fazer isso, estamos fazendo isso bem.”
O presidente anunciou que a Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, em inglês) foi ativada em todo o país para combater o novo coronavírus. “Hoje, a Fema foi ativado em todas as regiões. Estamos no nível 1, o mais alto com o qual vamos trabalhar”, disse ele. “Estamos trabalhando muito com a Fema. Eles são incríveis. Sempre estiveram presentes em situações de furacões ou tornados”, ressaltou.
Trump disse ainda que o governo federal enviará um navio da Marinha dos EUA à Nova York para ajudar as unidades médicas locais com relação à capacidade de atendimento. Outro navio, segundo ele, será enviado à Costa Oeste do país.
“Eles estão sendo preparados agora. São navios enormes. São grandes, brancos e com a Cruz Vermelha nas laterais”, afirmou Trump.
O presidente anunciou também que suspenderá execuções de hipotecas e despejos de donos de imóveis até o fim do próximo mês. “O Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano está providenciando auxílio imediato a inquilinos e donos de imóveis, suspendendo todas as execuções de hipotecas e despejos até o fim de abril”, informou.
Em Nova York, o governador Andrew Cuomo disse nesta quarta que mais de 14 mil pessoas foram submetidas a testes para saber se estão com o COVID-19. Neste momento, há mais de 2 mil casos no estado norte-americano.
Todos os 50 estados norte-americanos têm casos confirmados da doença. O país tem, até agora, mais de 7 mil casos de pessoas infectadas e 117 mortos pelo vírus, segundo agências de saúde do país e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
