Os desafios que a nova direção da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA) terá pela frente não serão poucos e merecem uma reflexão sobre a educação superior no Brasil – sobretudo diante dos cortes promovidos pelo governo Bolsonaro. O professor Roberto Sidnei Macedo é o novo diretor e tem como vice-diretora a professora Regina Sandra Marchesi.
“Nosso grande desafio está vinculado ao desafio de toda a Universidade. Ou seja, garantir como gestor que a FACED consiga as condições dignas de funcionamento no sentido de proporcionar aos nossos professores, técnicos administrativos trabalhadores terceirizados as condições dignas que merecem para desenvolverem seus trabalhos, para que nossos estudantes tenham ambientes e ações qualificadas para qualificar suas formações. Estamos atuando junto com nossa Reitoria para que a Universidade possa garantir essas condições”, destaca Roberto, em entrevista à Tribuna.
O professor lembra que o orçamento da instituição “está longe de ser o suficiente”. “Vem sendo cortado pela política orçamentária do Governo Federal, inviabilizando várias funções e realizações fundamentais da universidade pública vinculadas à produção do conhecimento e à formação acadêmica e científica que tanto precisamos, numa sociedade pautada fundamentalmente por uma economia do conhecimento. Estamos experimentando uma célere destruição da universidade pública e um retrocesso sem precedentes na construção de saberes fundamentais para nosso desenvolvimento”.
Ele avalia o ministro da Educação, Abraham Weintraub, como um gestor “sem qualquer condição técnica, ética e política para conduzir a educação do nosso pais, e sem qualquer preparação para compreender a função social da universidade nas sociedades contemporâneas”. “É urgente a sua saída, sem que isso possa parecer esperanças porquanto não imaginamos que sua atuação seja um projeto solipsista. Ele serve a um projeto de governo, que parece ter a universidade pública como inimiga”.
Sobre o direcionamento ideológico promovido pelo governo Bolsonaro, ele também se posiciona. “Sem discutir minúcias extremamente preocupantes dessas orientações ideológicas para a humanidade e sua dignidade, o campo educacional é dos mais atingidos pela volta de princípios que imaginarmos já terem sido superados como o tecnicismo levado ao extremo, a tentativa de impor formas específicas de educação à diversidade do povo brasileiro descansando para valores eivados de intolerância. Ou seja, estamos beirando um amplo epistemicídio a partir de um autoritarismo explícito e violentamente excludente.”
“A educação universitária brasileira pública foi escolhida pelo atual governo para o começo de uma política cultural orientada para a destruição da maioria das grandes conquistas que, a muito custo, historicamente fizemos em termos educacionais. Há que lamentar profundamente… não nos resta outra saída a não ser lutar por essas conquistas dia a dia”, finaliza.
Roberto Sidnei é um nome de referência nacional no campo do currículo. Possui graduação em Psicologia Clínica e Educacional pelo Centro Ensino Unificado de Brasília (1975) e é doutor em Educação pela Universidade de Paris VIII (1995). É também Professor Titular da Universidade Federal da Bahia, credenciado nos Programas de Mestrado e Doutorado em Educação e Doutorado Multidisciplinar e Multi-institucional em Difusão do Conhecimento. É o líder do Grupo de Pesquisa FORMACCE em Aberto já tendo sido coordenador do GT de Currículo da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPED, no período 2013-2015. Já Regina Sandra Marchesi é licenciada em Educação Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) com Doutorado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É professora Adjunta no Departamento II, coordenadora do Núcleo de Extensão da Faculdade de Educação e coordenadora Institucional do Programa Residência Pedagógica – UFBA. Integra o grupo de Pesquisa História da Cultura Corporal, Educação, Esporte, Lazer e Sociedade (HCEL) já tendo sido chefe do Departamento II e Coordenadora Geral do Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio na Bahia.

É muito blá blá blá… esse pessoal precisa acordar pra realidade e botar os pés no chão. Querem receber muito dinheiro do governo e não quer que o governo tenha participação em nada? Será que esse pessoal sabe de onde vem esse dinheiro? Será que eles acham que sai do bolso do bozo? É dinheiro do trabalhador pagador de altos impostos, que recebe salário mínimo e sustenta boa parte das instituições públicas. Quantos funcionários ociosos existem nas unidades da Universidade? Eu conheço alguns. É um discurso mentiroso que desinforma os tolos só para manterem aliados ao pensamento ideológico, quais foram os cortes do governo Bolsonaro? Quanto foi desperdiço nos governos petistas? No dia que esse pessoal que estão preso nos pensamentos ideológicos da era PT sair da bolha, começar a trabalhar de verdade e enxergar que dinheiro público não pode ser dado à toa, tenho certeza que a Universidade vai crescer muito mais do que deveria, simples assim.