
Por Weslley Galzo
Uma iniciativa encampada por cinquenta organizações da sociedade civil busca mobilizar o debate sobre a adoção de um código de conduta para ministros de tribunais superiores e propõe um conjunto de sete regras objetivas a serem incorporadas pelo proposta elaborada pela Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP).
A mobilização é liderada pelos organizações não governamentais (ONGs) Transparência Brasil, o Derrubando Muros e o Movimento Orçamento Bem Gasto, com apoio do República.Org e do Movimento Pessoas à Frente. O movimento conta com o apoio de empresários de diferentes setores da economia.
A economista Maria Silva Bastos Marques, conselheira de administração e ex-presidente do BNDES e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que assinou o manifesto, diz que o Brasil vive um momento de perplexidade em relação à conduta de magistrados e que o código de ética passa a ser um instrumento para dar mais transparência a instituições que são o pilar da nossa democracia.
“A sociedade tem acompanhado com muita perplexidade esses acontecimentos recentes e não tão recentes no nosso País e se sentindo preocupada e impotente”, afirmou. “Um instrumento como esse daria uma transparência absolutamente necessária não só à Corte Suprema, mas aos tribunais superiores, ao Executivo, Legislativo, a todos aquele que ocupam instituições que são o pilar da nossa democracia”, disse.
Fonte: Estadão
Tribuna da Bahia
